Debate

Casal que vendeu armas a atirador da Flórida fecha loja e se diz a favor de leis mais rígidas

por: João Vieira

Os donos da loja que vendeu o rifle semiautomático que o atirador Nikolas Cruz usou para matar 17 pessoas em uma escola da Flórida, na semana passada, resolveram fechar a loja após saberem do massacre.

Michael e Lisa Morrison disseram ter ficado tão atormentados com o ocorrido que não tiveram outra escolha a não ser encerrar o negócio.

O advogado do casal, Douglas Rudman, afirmou em comunicado que eles estão “completamente chocados e horrorizados que algo assim poderia acontecer“, segundo o jornal The New York Daily News.

“Eles condenam da maneira mais veemente qualquer pessoa que use armas de forma raivosa ou violenta”, diz o texto, afirmando que “eles formam uma boa família e nunca foram violentos com qualquer pessoa”.

Advogados anunciaram fechamento de loja de armas

Os Morrison também afirmaram que irão apoiar projetos de novas legislações que manteriam pessoas com problemas mentais longe da possibilidade de armamento. Atualmente, os Estados Unidos debatem essas questões, uma vez que cerca de 40% da população possui uma arma em casa e o número de ataques de atiradores, especialmente em escolas, tem crescido nos últimos anos.

“Essas medidas seriam um primeiro passo em busca de tirar armas de fogo das mãos daqueles que as utilizam para ataques”, diz, ainda, o comunicado. A loja estava localizada em Coral Springs, na Flórida, e funcionava por mais de quatro anos. Na quinta-feira (15), o FBI já havia suspendido o funcionamento do local por conta das investigações sobre o caso.

Nikolas Cruz matou 17 pessoas

Nikolas Cruz tem 19 anos e foi preso após o ataque. A Marjory Stoneman Douglas High School, em Parkland, na Flórida, é a escola com o maior número de brasileiros no estado: 50. Nenhum deles está entre as vítimas mortais e feridas por Cruz no episódio.

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Fotos: Splash News/Reprodução; foto 2: Time/Reprodução


João Vieira
Com seis anos de jornalismo, João Vieira acredita na profissão como uma ótima oportunidade de contar histórias. Entrou nessa brincadeira para dar visibilidade ao povo negro e qualquer outro que represente a democracia nos espaços de poder. Mas é importante ressaltar que tem paixão semelhante pela fofoca e entretenimento do mais baixo clero popular.

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