Diversidade

Contra gordofobia e LGBTfobia, Skol exalta a diversidade de corpos em nova campanha

por: João Vieira

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Já não é de hoje que a Skol tem focado suas ações publicitárias em temas relacionados com diversidade e pautas sociais. Neste Carnaval, a empresa levará para a rua uma campanha que valoriza a diversidade dos corpos e discursa contra a gordofobia.

Quatro modelos foram escaladas para participar da SKOL Corpo Positivo, inspirada no movimento body positive, que estimula pessoas do mundo todo a amarem seus corpos.

Quando valorizamos e celebramos o diverso e a autoestima de todos, mais conexões verdadeiras são possíveis e é isso que transmitimos em todas nossas conversas para o verão deste ano e que buscamos com o ensaio e a ação. Desde que fizemos a pesquisa SKOL Diálogos, no ano passado, ficamos muito impressionados que em um país tão plural, exista um preconceito massivo contra algo tão natural e que diz respeito somente ao outro e queríamos fazer algo a respeito”, afirmou Maria Fernanda Albuquerque, diretora de marketing da Skol.

Campanha da Skol estimula diversidade dos corpos

Uma pesquisa Ibope realizada em setembro de 2017 mostra que, ainda que velada, a gordofobia está presente na vida de 92% dos brasileiros. Porém, apenas 10% desses se declaram gordofóbicos.

Érika Theodoro

A professora e atriz Érika Theodoro é uma das presentes na campanha. Ela tem 37 anos e está em processo de aceitação do corpo. “Eu vinha passando por um processo desde 2013, aceitando meu cabelo crespo e meu corpo e tentando entender quem eu realmente era. Quando a campanha aconteceu tudo foi construtivo, até mesmo os haters. Mesmo as críticas das pessoas que questionavam uma mulher negra e gorda na campanha não me atingiram e, com isso, entendi que estava no caminho certo, havia me encontrado como mulher e sentia orgulho disso“, contou ela.

O artista Douglas Reder (à frente) é o responsável por representar artisticamente a luta dos participantes em seus corpos

Outras participantes são a modelo plus size Genize Ribeiro, 26 anos; o DJ Gabriel Seabra, 29 anos; e a arquiteta urbanista Magô Tonhon, 31 anos, mulher trans que sempre sentiu a pressão das pessoas que a viam como um menino e queriam que ela se visse da mesma forma.

No sábado (10) de Carnaval, o artista Douglas Reder estará na Estação SKOL, no Largo da Batata, zona oeste de São Paulo, para pintar pessoas voluntárias que queiram celebrar seus corpos.

O DJ Gabriel Seabra

A arquiteta Magô Tonhon

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Fotos: Divulgação


João Vieira
Com seis anos de jornalismo, João Vieira acredita na profissão como uma ótima oportunidade de contar histórias. Entrou nessa brincadeira para dar visibilidade ao povo negro e qualquer outro que represente a democracia nos espaços de poder. Mas é importante ressaltar que tem paixão semelhante pela fofoca e entretenimento do mais baixo clero popular.

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