Inspiração

Em Chernobyl, grupo cuida de cachorros abandonados e defende que eles sejam adotados

por: Redação Hypeness

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Centenas de cachorros foram deixados para trás quando se criou uma zona de exclusão ao redor de Chernobyl, cidade ucraniana que se tornou fantasma após um acidente nuclear em 1986.

Esses animais acabaram aprendendo a viver sozinhos e se sustentarem. Criaram relações com outros do bando e desenvolveram novas gerações, que hoje ainda habitam a região.

Cerca de mil cães descendentes dos abandonados nos anos 1980 estão tentando sobreviver na região esquecida pelo mundo. Mas um grupo de ativistas de uma ONG americana resolveu romper essa barreira e criou um sistema para vaciná-los, acompanhar a contaminação por radiação e, principalmente, facilitar o caminho para uma futura adoção.

 

Animais abandonados vivem em Chernobyl 

A notícia foi trazida pelo UOL, que entrevistou um dos participantes do movimento. Especialista em radiação, Lucas Hixson contou que visitou a área isolada pela primeira vez em 2013, quando percebeu uma imensa quantidade de animais dóceis vivendo por lá.

“Mas o governo não tinha uma boa solução para lidar com os cães. e percebemos que todos ali, humanos e animais, sem a vacinação, estavam expostos à raiva”, disse ele.

Antes do conflito entre os dois países, a Ucrânia comprava vacinas antirrábicas da Rússia. Com o atrito entre as nações, os ucranianos acabaram ficando sem uma solução. “Se um turista ou trabalhador da região é mordido por um cão, ele não tem como tomar a vacina e não estará protegido contra a raiva humana. Seria preciso tirar a pessoa do país para tomar a vacina”, contou.

Mais de 120 mil pessoas foram obrigadas a deixar Chernobyl em 1986. Nenhum deles teve a permissão de levar os animais junto, o que acabou originando um número imenso de pets abandonados. Muitos deles morreram durante os trabalhos de contenção da radiação, mas alguns sobreviveram e criaram novas gerações.

Novas gerações seguem nascendo em Chernobyl

Hoje, os cachorros vivem junto de cerca de 3.500 pessoas que ainda habitam Chernobyl, A proposta da ONG Clean Futures Fund não é só proteger os animais, mas assegurar uma relação mais saudável entre eles e os humanos que ali vivem.

Os cachorros vivem com 3,5 mil humanos

“Temos que pensar na perspectiva do trabalhador que vive lá. Ele está na Ucrânia, um país com uma economia em crise, com muita corrupção, sem esperança de futuro e com um conflito armado contra a Rússia. E todo dia eles precisam levantar a trabalhar no local mais contaminado do mundo. Ele vai para o trabalho e vê esses cães, e as pessoas têm essa reação natural quando veem um cachorro: elas sorriem, interagem com esses animais. Nosso foco é esse relacionamento, permitindo que eles possam interagir sem risco”, afirmou Lucas.

A ideia é conseguir a adoção desses cachorros

Hoje, retirar qualquer animal da zona de exclusão é proibido, para evitar que a radiação se espalhe por outras regiões do mundo. A ONG, porém, tem coletado os cães para realizar estudos que comprovem que eles não apresentam risco de contaminação e podem ser adotados por outras pessoas. “Se você os lava, dá comida e água limpas por um tempo, eles não vão representar nenhum perigo por causa do local em que nasceram. Nossa ideia é convencer o governo a permitir o resgate destes animais”, disse Lucas.

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Fotos: CFF/Reprodução


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