Debate

Luisa Mell critica uso de plumas no Carnaval: “poucos se questionam sobre a origem”

por: João Vieira


Luisa Mell utilizou seu perfil no Instagram para criticar o uso de penas e plumas em fantasias de Carnaval tradicionalmente utilizada por passistas de escolas de samba. A ativista afirmou que os materiais são frutos de um processo que usa da crueldade e exploração de animais.

Para arrancar as penas das aves, são uadas técnicas como a do zíper: elas são levantadas pelo pescoço, as pernas amarradas e então as suas penas são arrancadas. Esse processo provoca dor, sofrimento e as deixa expostas ao sol e a infecções graves”, disse ela.

Ela seguiu: “A luta dos animais durante este processo chega a provocar fraturas. Os avestruzes, que vivem aproximadamente 40 anos, todos os anos sofrem com essa brutalidade. É que as pessoas desses animais são uma verdadeira mina de ouro: uma única pena de faisão, por exemplo, pode chegar a custa 100 reais. Mas existem centenas de outros materiais. Mas infelizmente a maioria continua achando chique vestir penas verdadeiras, lotadas de dor e sofrimento. Lutarei até o fim por um carnaval sem crueldade!“. 

Poucos se questionam sobre a origem das plumas e penas que adornam os corpos das deusas dos desfiles. Esse materiais nobres provêm de aves como faisão, pavão, ganso ou avestruz. E essas penas não caem naturalmente. Trata-se de uma indústria bastante cruel. Para arrancar as penas das aves, são usadas técnicas como a do zíper: elas são levantadas pelo pescoço, as pernas amarradas e então as suas penas são arrancadas. Este processo provoca dor, sofrimento e as deixa expostas ao sol e a infecções graves. A luta dos animais durante este processo chega a provocar fraturas. Os avestruzes, que vivem aproximadamente 40 anos, todos os anos sofrem com esta brutalidade.” É que as penas desses animais são uma verdadeira mina de ouro: uma única pena de faisão, por exemplo, pode chegar a custar R$ 100! Mas existem centenas de outros materias! Mas infelizmente a maioria continua achando chic vestir penas verdadeiras… lotadas de dor e sofrimento Mas lutarei até o fim por um carnaval sem crueldade!

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Além disso, a ativista também utilizou suas redes sociais para enaltecer a apresentadora Sabrina Sato, que desfilou sem o uso de plumas ou penas em sua fantasia.

Sabrina linda, obrigada rainha! Sabrina veio deslumbrante no Carnaval 2018, sem nenhuma pena! Sem precisar massacrar os animais! Todos meus aplausos e agradecimentos. Sem dúvida a fantasia mais linda deste Carnaval. Que vire referência. Exemplo! Porque alegria do Carnaval não combina com crueldade“, disse.

 

 


A musa utilizada por Luisa para ilustrar sua posição foi Ana Beatriz Godoi, madrinha de bateria da Unidos da Vila Maria, escola de São Paulo, que usa plumas e penas em sua fantasia. Irritada com o uso de sua imagem, a passista respondeu compartilhando um clique antigo de Luisa no Carnaval. Na foto, a ativista aparece vestindo justamente o tipo de fantasia que hoje condena.

Acho que a senhora Luisa Mell se esqueceu do seu passado. Antes de me atacar, vejam essa foto. No mínimo 300 penas de animais, sem contar que ela passou a noite no Carnaval. Ela deveria odiar, né? Você deveria odiar o Carnaval, mas estava lá aplaudindo…”, respondeu ela.


Os fãs de Mell, porém, observaram que a ativista mudou sua conduta nos últimos anos, se tornando uma forte referência na defesa do direito dos animais. “Ainda bem que foi no passado, né? Não entendi esse ataque todo a Luísa Mell. Totalmente desnecessário esse discurso de ódio. Triste e feio!”, opinou uma internauta.

Em seguida, Ana Beatriz publicou uma nota em seu Instagram explicando o que quis pontuar. Luisa não respondeu a passista. Leia:

 

 

Passista quer processar Luisa Mell 

Em entrevista à Folha, Ana Beatriz acusou Luisa de incitar a violência contra ela. Ela diz ter sido alvo de uma série de ataques após a ativista se manifestar.

“O que ela fez foi incitar toda essa violência, fui julgada e condenada pelas pessoas nas redes sociais. Feriram a minha moral, da minha família e da minha escola. Não posso deixar isso passar em branco, já conversei com meu advogado que entrará com a ação nos próximos dias”, disse ela.

Ana Beatriz Godoi, da Unidos de Vila Maria

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Fotos: Instagram/Reprodução


João Vieira
Com seis anos de jornalismo, João Vieira acredita na profissão como uma ótima oportunidade de contar histórias. Entrou nessa brincadeira para dar visibilidade ao povo negro e qualquer outro que represente a democracia nos espaços de poder. Mas é importante ressaltar que tem paixão semelhante pela fofoca e entretenimento do mais baixo clero popular.

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