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Medalhista olímpica Rafaela Silva é vítima de racismo em abordagem da PM do Rio

por: Redação Hypeness

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O estado do Rio de Janeiro se encontra mais uma vez no centro dos holofotes do noticiário brasileiro e o motivo é um velho conhecido: a crescente violência que toma conta da cidade e que se intensificou no último carnaval.

Somando os fatos com a ausência da capital fluminense durante o carnaval do prefeito Marcelo Crivella e do governador Luis Fernando Pezão, o governo federal tomou talvez a medida mais drástica desde a redemocratização. Anunciada em decreto pelo presidente Michel Temer, até o dia 31 de dezembro a gestão da segurança pública da capital fluminense está agora sob a tutela do Comando Militar do Leste, comandado pelo interventor Walter Souza Braga Netto, general que a partir de agora é responsável pelas polícias militar, civil e os bombeiros.

Campeã olímpica Rafaela Silva

Inédita no Brasil, a Intervenção Federal está causando uma série de discussões entre membros do poder público e sociedade civil, especialmente acerca da garantia e o respeito aos direitos humanos. Fazendo um recorte para as tensões raciais vividas pelo Rio de Janeiro e o Brasil como um todo, intelectuais, jornalistas e membros de movimentos negros manifestaram sua temeridade com os próximos eventos e alguns até criaram cartilhas para que pretas e pretos garantam a sua segurança.

Primeira brasileira campeã mundial e olímpica (Rio 2016), Rafaela Silva não consegue se livrar de um dos maiores problemas do Brasil, o racismo. Na noite da última quarta-feira, a atleta alegou ter sido vítima de abuso policial ao ser parada enquanto voltava de táxi do aeroporto. De acordo com Rafaela, os policiais militares só se convenceram e liberaram o carro ao se certificarem que o taxista não havia “pegado ela na favela”.

O caso vivido por Rafaela faz jus a preocupação sobre os alvos das operações do Estado e reforça a necessidade de um acompanhamento de perto das ações militares no Rio. De acordo com Flávia Oliveira, em coluna publicada no Jornal O Globo, “a intervenção militar escancara que a Constituição não vale para pobres.” Para a jornalista, até aqui a intervenção se mostra improvisada, movida por interesse político-eleitorais e juridicamente frágil. 

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Foto: Divulgação


Redação Hypeness
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