Arte

‘Pantera Negra’ fatura US$ 700 mi e mira pódio de heróis mais rentáveis do cinema

por: Kauê Vieira

Um dos filmes mais aguardados dos últimos tempos, Pantera Negra não vem decepcionando o público e tampouco os investidores. Para se ter uma ideia, a produção sediada no Reino de Wakanda já faturou mais de 700 milhões de dólares com o lançamento global. Nos Estados Unidos, os recordes também impressionam, já que nos três primeiros dias nas salas de cinema o filme arrecadou 192 milhões de dólares, a quinta maior marca para uma estreia de todos os tempos.  

Os números não mentem e em valores brutos, colocam o sucesso estrelado por Lupita Nyong’o, Michael B. Jordan e outros tantos registrou a segunda melhor marca para a segunda semana de exibição. Ou seja: Só Star Wars: O Despertar da Força (149 milhões de dólares) faturou mais em sua segunda semana em cartaz que Pantera Negra (108 milhões de dólares). Pelo caminho, ficou Jurassic World (106,5 milhões de dólares), agora o terceiro colocado em segundas semanas. Além disso, uma pesquisa realizada pela Comscore mostrou que 77% do público classificou Pantera Negra como excelente. 

Financeiramente as perspectivas são ainda mais ambiciosas para o Pantera Negra. Se continuar mantendo este nível de popularidade, o filme tem tudo para se transformar na terceira maior arrecadação de uma produção de super-herói nos Estados Unidos. Basta passar da marca dos 413 milhões de dólares em ganhos domésticos.

 

Pantera Negra quebra recordes de faturamento

No Brasil não é diferente e o sucesso de Pantera Negra tomou conta das salas de cinema de Norte a Sul. Foram formadas até caravanas, especialmente de grupos de homens, mulheres, ativistas e crianças negras. Isso se deve principalmente pela abordagem moderna do diretor Ryan Coogler, que ao fugir dos estereótipos e exaltar a importância da cultura negra para a humanidade, dialoga com os anseios dos movimentos e dos cidadãos e cidadãs negras de forma geral.

Em texto publicado no Hypenessque você pode ler aqui, o jornalista João Victor Vieira ressalta os acertos do longa ao falar de escravidão, mas sem mostrar os negros como escravos. Algo tão comum novelas e filmes mundo afora.

“O filme, protagonizado e dirigido por negros, reproduz a ideia que a comunidade defende sobre a capacidade da raça de ajudar a comandar o futuro da humanidade. Wakanda é um país visto por todas as nações como de terceiro mundo. Porém, possui tecnologia avançada e que faz questão de esconder de todos, tudo por conta do medo de que os colonizadores, mais uma vez, os roubem.

Foi assim no Brasil, é assim na África.”

Ainda não viu? Então depois de ler esta matéria sem spoilers, corra para o cinema e entre de cabeça no Reino de Wakanda. Ah, representatividade importa sim. Wakanda para sempre!

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Kauê Vieira
Nascido na periferia da zona sul de São Paulo, Kauê Vieira é jornalista desde que se conhece por gente. Apaixonado pela profissão, acumula 10 anos de carreira, com destaque para passagens pela área de cultura. Foi coordenador de comunicação do Projeto Afreaka, idealizou duas edições de um festival promovendo encontros entre Brasil e África contemporânea, além de ter participado da produção de um livro paradidático sobre o ensino de África nas Escolas. Acumula ainda duas passagens pelo Portal Terra. Por fim, ao lado de suas funções no Hypeness, ministra um curso sobre mídia e representatividade e outras coisinhas mais.

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