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10 blogs, youtubers e sites para ficar em dia com as discussões feministas

por: Marcela Braz

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O feminismo é uma palavra no singular que, na verdade, é bem plural. Tem vertentes para distintas necessidades (de igualdade) de uma gama de mulheres: negras, transexuais, lésbicas e por aí vai. Além disso, é quase um organismo vivo, que cresce e sofre metamorfose no decorrer das discussões. Estar a par do que tá rolando não é fácil, mas a gente te dá um norte:

1Blogueiras Negras

Aqui autoras negras têm espaço para serem donas de suas próprias narrativas e explorar política, resistência, saúde, sexualidade, cultura, mídia e diversos outros temas que vão muito além do cabelo afro (embora ele faça parte sim!). A arquiteta e urbanista Charô Nunes e a publicitária Larissa Santiago, hoje na coordenação do site, não deixam nenhum assunto ficar no raso. Entre as diversas colaboradoras que falam sobre as dores e as delícias de serem negras está a ativista e escritora Stephanie Ribeiro, que colaborou em 2014 e 2015.

2. Lugar de Mulher

Lugar de mulher pode ser por aqui, o que acha? O time fundador é composto pela escritora Clara Averbuck, pela Polly, ex-Te Dou Um Dado?, e por Mari Messias, eleita uma das mulheres do ano de 2014 pelo Think Olga (nosso item 4). Tudo começou com um crowdfunding para fugir das cagações de regras dos veículos tradicionais, cheios de dizer como mulheres devem ser e se portar. Depois a iniciativa também rendeu o livro Lugar de Mulher: é onde ela quiser (2014).

3. Não Me Kahlo

Não Me Kahlo começou como um coletivo e, depois, o blog foi criado para expandir “a palavra” feminista a mais mulheres. A advogada Bruna Leão Rangel, a arquiteta Thaysa Malaquias, a escritora e relações públicas Gabriela Moura e a jornalista Flávia Dias integram a equipe-base, e o site também aceita colaborações. Uma campanha que elas lançaram com relatos sobre machismo e violência envolvendo pessoas próximas, como amigos, familiares e colegas de trabalho, deu origem ao livro #MeuAmigoSecreto: feminismo além das redes (2016).

4. Think Olga

A ONG Think Olga é uma das celebridades desta lista, que busca empoderar mulheres por meio da informação desde 2013, com o projeto da jornalista Juliana de Faria, uma das oito mulheres mais inspiradoras do mundo segundo a Clinton Foundation. Você já deve ter ouvido falar de uma das campanhas mais famosas, a Chega de Fiu Fiu, para combater o assédio sexual em espaços públicos. E a #PrimeiroAssédio, sobre a primeira lembrança de ter sido assediada? Tem também a série de entrevistas Yes We Cat, no canal da ONG do Youtube. Calma que não acabei. Juliana, a publicitária Nana Lima e a jornalista Maíra Liguori estão à frente da Think Eva, irmã da Olga, que presta consultoria para marcas e empresas repensarem como as mulheres são retratadas pela mídia.

5. Blogueiras Feministas

Esse blog político é bem sincero quanto a sua humanidade: as mais de 70 mulheres que já publicaram seus textos lá sabem que o feminismo é um caminho de aprendizado constante. O site abre suas portas para críticas construtivas, assim como elas mesmas têm uma visão atenta de seu trabalho, sabem de suas limitações em abarcar todas as vertentes feministas. Lá tem de tudo, desde uma contextualização bem profunda do estado de sujeição da mulher, por exemplo, até matérias mais “quentes”, sobre eventos, filmes e o que tiver rolando no momento.

6. Nós Mulheres da Periferia

O território periférico da cidade de São Paulo é o fio condutor entre essas mulheres de diferentes raças e classes, que integram o coletivo de jornalismo independente. Além de falar do que tá pegando na mídia e da questão racial no universo feminino, as vozes contam, com sutil sensibilidade, como é morar na periferia de uma cidade (não só da capital paulista) e como essa vivência afeta seus moradores.

7. Revista AzMina

Conteúdos feministas produzidos por uma equipe diversa, moderna e bafônica já renderam à Revista AzMina vários prêmios de jornalismo. Sem fins lucrativos, o objetivo do site é empoderar mulheres e combater as diversas violências cometidas contra elas com a arma da informação. Tem canal no Youtube, tem reportagens especiais, tem crowdfunding, tem muita qualidade, respeito e diversidade. Não tem nem o que dizer, é apenas ler e apoiar.

8. Hysteria

A Conspiração Filmes montou uma equipe de 18 mulheres para cuidar de um site de textos, vídeos (inclusive curtas-metragens!) e podcasts bem sensacionais. E rola até a participação de uma galera famosa tipo a apresentadora Sarah Oliveira e as atrizes Maria Ribeiro, Mariana Ximenes e Débora Bloch, entre outros nomes chamativos. Não necessariamente apenas abordar apenas temas femininos, a ideia do portal é principalmente apoiar projetos concebidos e realizados por mulheres. Mas tem várias discussões feministas lá, depois dá uma olhada.

9. Canal JoutJout Prazer

Caso você ainda não conheça a Jout Jout, passou da hora. Ela se chama Júlia, faz o canal com o ex-namorado Caio, começou a bombar com este vídeo sobre relacionamentos abusivos e não parou de brilhar desde então. Já falou sobre copinho coletor de menstruação, como amar seu corpo do jeito que é, como temos exigido e aceito pouco do comportamento masculino em termos de respeito… Entre outros vídeos ótimos.

10. Canal das Bee

Bora ouvir umas ideias necessárias sobre homofobia, transfobia, bifobia, gordofobia e mais fobias? As minas são muito legais, engraçadíssimas e rola um tapa na cara de vez em quando também, mas tá tudo certo. O canal começou como TCC da fundadora Jessica Tauane e arrasou tanto em dar voz pras gay (e pra comunidade LGBTudo) que a coisa deslanchou. Jessica também tem o canal Gorda de Boa, uma ótima pedida para desconstruir as pressões que toda mulher sofre para se encaixar em padrões de beleza irreais.

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Marcela Braz
É jornalista e tem muita dificuldade para se descrever em terceira pessoa. Suas atividades preferidas incluem amassar gatos, comprar plantas, fazer Yoga With Adriene (procurem no Youtube!), decorar a casa, conversar sobre questões filosóficas e rir até seu rosto ficar horroroso.

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