Debate

46% das meninas pensam que certos empregos são melhores para homens, diz pesquisa

por: Redação Hypeness

Pesquisa Girls Index, realizada pela Phd com 10,6 mil meninas dos EUA e que foi apresentada nesta terça-feira (6) durante o South by Southwest Education, evento voltado para debates sobre educação e que antecede o famoso SXSW, em Austin, aponta que a maioria das meninas gosta de tomar a frente, mas duvidam do seu potencial. Segundo os dados, 46% das entrevistadas pensam que determinados empregos são melhores para homens do que para as mulheres.

“Estes dados mostram que a falta de perspectiva com certeza afetará as meninas, mesmo quando tiverem oportunidades de liderança no futuro”, comenta Deborah de Mari, fundadora do Projeto Força Meninas, que acompanha o evento nos Estados Unidos em busca de fomentar os debates da plataforma educativa que atua no Brasil por meio da internet e por meio de encontros com foco no público feminino de 6 a 18 anos.

Deborah retrata que, na pesquisa apresentada, meninas foram questionadas sobre sua vontade de liderar, se gostam de estar no comando e o que pensam dos conceitos de poder de influência e comunicação. Apesar do dado alarmante, a pesquisa constatou que apenas 8% das meninas têm convicção de que homens são melhores líderes do que as mulheres.

Quando se trata de habilidades necessárias para liderança, como compartilhar uma opinião ou discordar de outras pessoas, os desafios são mais agudos para meninas que não têm autoconfiança – as que se classificam como menos seguras são quase duas vezes mais propensas a não darem suas opiniões quando comparadas a meninas que se descrevem como autoconfiantes.

No geral, uma em cada três garotas tem receio de ser líder por medo de que outros a acham mandona. “Acredito que esses dados são ainda mais relevantes no Brasil, pois as meninas têm pouquíssimo – ou nenhum – contato com mulheres na liderança e este fator é essencial para que elas almejem assumir posições importantes no futuro”, comenta Deborah.

Além disso, diz, a nossa cultura do corpo e adultização precoce amplifica o problema. “Outro dado complicador, quando aliado, são os hábitos danosos relacionados às redes sociais, ou seja, meninas que tendem a realizar comparações irreais com outras no meio digital e, assim, não conseguem ficar satisfeitas com suas aparências”, relata.

Entre a invenção da roda e o lançamento da primeira nave espacial, uma coisa continua a mesma: a vontade humana de se recriar e ser impulsionada adiante.

Assim é o SXSW 2018. E esse é o DNA Hypeness.

O futuro é mais rápido, desafiador e inspirador do que se poderia imaginar. E é por isso que nossa passagem por Austin, para ver o SXSW de pertinho, tem um só objetivo: trazer para você hoje o que pode mudar o mundo amanhã.

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Imagens: Reprodução


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