Ciência

Água de coco é tão pura e completa que chegou a ser injetada no lugar do soro fisiológico

por: Vitor Paiva

A natureza é sempre capaz de nos surpreender com suas cores, sabores, e principalmente como uma fonte perfeita de alimento, saúde e energia para nós (sem a tóxica intervenção de conservantes, corantes e químicas em geral, é claro). Mas poucos alimentos são tão incríveis quanto a água de coco. Espécie de milagre para nossa saúde, a água de coco traz tantos benefícios que a lenda reza que se alguém passar dias e dias se alimentando somente com ela e mais nada, ainda assim permanecerá vivo – e hidratado.

Claro que isso é mais uma anedota ilustrativa que uma verdade científica, mas é fato, por exemplo, que a água de coco pode ser mais hidratante que a própria água mineral. Ela contém mais sais minerais, que, em um dia de calor ou de exercício intenso, precisam ser repostos. Além da hidratação, ela é excelente para combater a ressaca, para o funcionamento renal, para limpar nossa pele, desintoxicando o fígado e o intestino, para a digestão, azia e refluxo, para controlar a pressão, o colesterol, câimbras eventuais e o trânsito intestinal – tudo isso sem engordar: cada 200ml possui apenas 38 calorias. Como se não bastasse, é ainda uma bebida deliciosa.

A anedota citada, porém, não parece ser um exagero, e muitas histórias corroboram a água de coco como uma verdadeira salvadora de vidas,  como se fosse realmente um remédio. Consta que, em 1942, um médico chamado Dr. Pradera, em Cuba, filtrou a água de coco e a injetou nas veias de 12 crianças, a taxas de cerca de um a dois litros por 24 horas, no lugar de soro – e não registrou nenhuma reação adversa. E essa não é nem de longe a única história do tipo.

Durante a Segunda Guerra Mundial, reza a lenda, tanto os britânicos no Sri Lanka quanto japoneses em Sumatra, na falta de fluidos intravenosos tradicionais, teriam utilizado água de coco com sucesso como soro, para equilibrar os líquidos do corpo durante cirurgias de emergência. A água de coco seria inclusive utilizada como conservante de córneas humanas para transplantes. Não há confirmação de tais histórias em nenhuma literatura médica, mas há sim experiências similares realizadas e documentadas por médicos diferentes nos anos 1950 que sugerem tal potencial nesse incrível líquido natural.

Três médicos – Eisman, Lozano e Hager – em 1954 realizaram pesquisas em três lugares diferentes com a utilização de água de coco por via intravenosa. Ao fim, os resultados foram combinados. 157 pacientes na Tailândia, nos EUA e Honduras, participaram do experimento, e o resultado impressiona: de todos os pacientes, 11 somente apresentaram reações à água de coco – como febre, coceira, dor de cabeça e formigamento. Tais reações seriam devido ao alto nível de potássio na bebida. Não é estranho, portanto, descobrir que a água de coco é sagrada em alguns lugares, como na Ilha de Timor, no Pacífico Sul – usada, por exemplo, para abençoar plantações.  

Nem sempre, porém, conseguimos consumi-la com a regularidade que deveríamos e  diretamente da fruta – muitas vezes temos que recorrer a versões industrializadas da bebida. Por isso, é fundamental que a marca escolhida preserve essas incríveis características da bebida durante o processo, assim como do próprio ambiente de cultivo, para que todos esses benefícios cheguem de fato ao nosso corpo quando ingerimos uma versão industrializada da água de coco.

Uma empresa que há três anos vem se destacando justamente nesse processo de preservar as qualidades e características da água de coco, como de produzir a bebida com a devida preocupação ambiental é a baiana Obrigado. Trata-se de uma água de coco natural e integral, sem qualquer adição de açúcares ou conservantes, e com a menor taxa de sódio do mercado. Seus produtos oferecem não só a própria água, mas também em versões misturadas – com frutas e extratos, como jabuticaba, pera com abacaxi, capim santo com gengibre, ou um potente detox com 10 frutas e legumes; tudo com água de coco totalmente pura, sem colesterol ou gordura trans.

A diferença da Obrigado já começa no plantio: seus quase 6 mil hectares de terra são cultivados em uma agricultura de altíssima precisão, com cada coqueiro sendo monitorado e acompanhado através de análises diversas e centrais meteorológicas para garantir o uso dos recursos hídricos, evitar o desperdício e controlar a evolução saudável da planta. A extração da água e seu envasamento são também um diferencial único: para preservar 100% da qualidade e das características da bebida, o produto não tem contato com luz nem com oxigênio durante o processo – sem manipulação humana, em uma tecnologia exclusiva desenvolvida para a Obrigado.

Como não basta nos fazer bem e fazer mal ao planeta, as fazendas da empresa são altamente adequadas às necessidades ambientais, para a realização de um plantio e uma produção que não prejudique a natureza local. Assim, elas mantém 70% de suas áreas intactas, para a preservação da biodiversidade existente e proteção da Mata Atlântica. O reflorestamento é feito através da coleta de sementes e de viveiros de muda, assim como a fauna é protegida através do plantio de corredores ecológicos onde a fauna local pode viver e se multiplicar. Já que nada deve ser desperdiçado e que o coco é realmente um milagre, até suas cascas são reaproveitadas como fertilizantes, enquanto suas fibras são transformadas em mantas orgânicas para ajudar a recuperação ambiental.

O orgulho de suas origens e de ser baiana faz com que a empresa compreenda que é fundamental devolver também à comunidade em que está inserida. Além de empregar produtores locais, a Obrigado também oferece, através do Instituto Gente, uma estrutura de ensino diferenciada, beneficiando as crianças e adolescentes que já participam do projeto.

Como se vê, fazer o trabalho que a natureza faz tão facilmente não é tarefa simples, e para a água de coco chegar em nossos copos com seus componentes naturais preservados e sem prejudicar o meio ambiente é preciso um trabalho imenso e cuidadoso. A ideia da empresa é devolver à natureza tudo que puder, e por isso o nome, Obrigado.

Não é por acaso, portanto, que seus produtos já são consumidos, além do Brasil, nos EUA, Holanda, Reino Unido e França – levando assim um pedacinho literalmente da Bahia diretamente para o mundo todo. Não há nada como beber água de coco diretamente da fruta para o nosso corpo: e é isso que a Obrigado oferece. O jeito é mesmo dar um gole devidamente gelado, e agradecer.

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© fotos: divulgação


Vitor Paiva
Escritor, jornalista e músico, doutorando em literatura pela PUC-Rio, publica artigos, ensaios e reportagens. É autor dos livros Tudo Que Não é Cavalo, Boca Aberta, Só o Sol Sabe Sair de Cena e Dólar e outros amores.

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