Debate

Estas são as obras de arte que o Facebook censurou como ‘conteúdo pornográfico’

por: Redação Hypeness

As regras de uso do Facebook e o combate à nudez promovido pela empresa voltaram a chamar atenção depois de a rede social censurar a obra de arte “A Liberdade guiando o povo“, do francês Eugène Delacroix, famosa por representar a chamada Revolução de Julho. O grande problema é o fato de os mamilos da personagem estarem expostos.

Eugène Delacroix – La Liberté guidant le peuple (Foto: Wikimedia Commons)

O Facebook chegou a emitir um comunicado admitindo que errou ao fazer a censura da tela, utilizada em uma campanha publicitária francesa. Vale ressaltar que não se tratou apenas de uma ação automática dos algoritmos do Facebook, mas algo reforçado pela equipe da rede.

O comunicado não foi o bastante para evitar as críticas ao combate aos mamilos, prática recorrente não apenas no Facebook, mas também no Instagram, também controlado pela empresa de Mark Zuckerberg. Muita gente questiona por que a rede social se preocupa tanto em combater os mamilos enquanto discursos de ódio frequentemente são espalhados sem grandes problemas.

Não foi a primeira vez em que o Facebook censurou obras de arte enquadrando-os como conteúdo pornográfico. Confira outros casos:

Vênus de Willendorf

Vênus de Willendorf (Foto: Museu de História Natural de Viena)

No início de março, o Facebook já havia se desculpado publicamente depois de censurar uma imagem da estátua pré-histórica Vênus de Willendorf. Postada pela artista italiana Laura Ghianda, a imagem foi apagada meses depois de ser publicada e ter relativa repercussão.

Netuno

Atraindo a atenção de turistas que visitam Bolonha, na Itália, há incontáveis anos, a estátua do deus grego do mar colocada na Piazza del Nettuno fez com que uma escritora e historiadora da arte italiana também tivesse seu post apagado na rede social.

“O uso da imagem não foi aprovada porque ela viola as regras do Facebook. Ela apresenta conteúdo que é explicitamente sexual e mostra um grau elevado do corpo, concentrando-se desnecessariamente em certas partes do corpo”, justificou o Facebook.

Hércules

Hércules foi outro ser da mitologia grega que acionou os dispositivos de censura no Facebook. O departamento de turismo da cidade de Kassel, na Alemanha, havia publicado uma foto da estátua em uma galeria com pontos locais famosos, mas teve o trabalho removido da rede social por causa da nudez.

A Pequena Sereia

Foto: Odd Andersen

Mais uma estátua famosa que não passou pelo crivo da censura do Facebook: A imagem da Pequena Sereia, instalada em Copenhague, Dinamarca, há mais de um século, fez com que o post de uma antiga ministra da agricultura do país fosse apagado da rede social.

A fotografia ilustrava um post que Mette Gjerskov havia escrito em um blog. Depois de ter a publicação apagada, a política classificou a decisão como ‘cômica’, e até o Facebook parece ter concordado, já que reativou a publicação.

A Origem do Mundo

Gustave Courbet – L’Origine du monde (Foto: Wikimedia Commons)

O quadro do francês Gustave Courbet que retrata uma vagina é controverso desde que foi pintado, em 1866. A obra só foi exibida publicamente em 1995, no Museu de Orsay, em Paris.

Um professor francês tentou publicá-la no Facebook em 2011, mas teve não só o post, como a conta, apagados. Ele até processou a rede social por causa disso, e a sentença saiu em 2018. Apesar de considerar que a empresa errou ao remover a conta do usuário, a Justiça francesa determinou que não havia motivos para condenar o Facebook ao pagamento de qualquer indenização.

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Com informações da DW


Redação Hypeness
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