Debate

Pedestre é morto por carro autônomo pela primeira vez na história e faz Uber parar testes

por: Kauê Vieira

Há algum tempo gigantes como a Uber e Google estão alvoroçando o mercado com testes de carros sem condutores. Mas, nem tudo são flores para os chamados carros autônomos, pois desde 2016 duas pessoas foram mortas associadas com estes eventos.  Contudo, ninguém nunca havia morrido atropelado por um veículo conduzido automaticamente. 

A vítima foi uma mulher do estado norte-americano do Arizona, Elaine Herzberg, morta atropelada por um carro do Uber que se movia de forma autônoma na madrugada de domingo para segunda-feira.

O acontecimento reacendeu uma discussão sobre os limites dos sistemas de inteligência artificial e até que ponto eles podem ou não afetar a vida humana. Corrente que ganha força com o fato de que o veículo estava com duas pessoas a bordo no momento do atropelamento.

Um carro autônomo da Uber atropelou uma pessoa nos EUA

Segundo o jornal New York Times, a mulher estava carregando duas sacolas e uma bicicleta quando resolveu atravessar fora da faixa pedestre e acabou atingida. A polícia local disse ainda que ela “foi transportada para um hospital local e não resistiu em função dos ferimentos graves.”

Falando com exclusividade ao Chronicle, a chefe de polícia Sylvia Moir apontou o excesso de velocidade do carro como um dos agravantes. Segundo ela, se estivesse a 55 km (limite da via) e não a 66 km, a morte poderia ter sido evitada.

O Arizona foi o estado escolhido por gigantes como a Uber, GM e Intel para o teste de veículos autônomos nos Estados Unidos. Até agora 600 veículos sem condutor estão operando na região.

A Uber lamentou o ocorrido, mas reafirmou sua inocência. Em todo o caso, os testes de veículos sem motoristas foram suspensos em Tempe, cena do acidente, São Francisco, Pittsburgh e Toronto, no Canadá.

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Foto: Pixabay


Kauê Vieira
Nascido na periferia da zona sul de São Paulo, Kauê Vieira é jornalista desde que se conhece por gente. Apaixonado pela profissão, acumula 10 anos de carreira, com destaque para passagens pela área de cultura. Foi coordenador de comunicação do Projeto Afreaka, idealizou duas edições de um festival promovendo encontros entre Brasil e África contemporânea, além de ter participado da produção de um livro paradidático sobre o ensino de África nas Escolas. Acumula ainda duas passagens pelo Portal Terra. Por fim, ao lado de suas funções no Hypeness, ministra um curso sobre mídia e representatividade e outras coisinhas mais.

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