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Por dentro da exposição de Basquiat, no CCBB

por: Júlia Storch

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De Nova York para São Paulo, mais de 80 peças de Jean Michel Basquiat desembarcaram no Centro Cultural Banco do Brasil para uma exposição que irá circular pelo país durante o ano. Pieter Tjabbes, curador do CCBB paulistano, escolheu diversas obras entre quadros, desenhos, gravuras e porcelanas da coleção da família Mugabi, para que os brasileiros pudessem apreciar um dos maiores artistas do século XX.

O prodígio das artes, que morreu muito jovem de overdose aos 27 anos, deixou um legado ao colocar os negros como protagonistas em suas obras. Influenciado pela família (seu pai era haitiano e a mãe descendente de porto-riquenhos), aprendeu muito cedo francês e espanhol, além de desenvolver seu talento para as artes.

Um fato que o marcou, foi quando ainda criança sofreu um atropelamento quando brincava nas ruas do Brooklyn. No acidente, um de seus braços foi quebrado, e seu baço teve de ser retirado. Durante o longo período de recuperação, sua mãe deu-lhe um exemplar do livro Gray’s Anatomy, um atlas de anatomia humana do século XIX que influenciaria seus trabalhos artísticos mais de uma década depois.

Foto: © The Estate of Jean-Michel Basquiat. Licensed by Artestar, New York.

Loin (1982)

Em 1988, ano de sua morte, Basquiat já era famoso no cenário artístico de Nova York. Suas obras muitas vezes produzidas com materiais simples (papel, colagens, madeiras que encontrava nas ruas), e os temas do corpo humano, negros como protagonistas e religião, entre outros, instigaram os compradores de artes da cidade.

Em sua mostra no CCBB, os quatro andares do prédio, mais o subsolo, são ocupados por suas obras e homenagens a ele. Iniciando a visita pelo quarto andar, é possível apreciar suas peças produzidas de 1980 a 1982, como Sem Título (Atletas negros e famosos), uma porta de sua casa pintada em 1980. No andar de baixo está a imensa pintura com colagens, Sem título (Alcatrão amarelo e Penas) (1982), vendida por mais de 110 milhões de dólares num leilão, fazendo deste trabalho a mais cara obra e arte norte-americana já vendida.

Um andar é dedicado à parceria de Basquiat com Andy Warhol, dupla que produziu mais de cem quadros em grandes proporções. Juntos, se desafiavam a desenvolver novas ideias e técnicas. Os encontros aconteciam na maioria das vezes no ateliê de Warhol, que pintava imagens projetadas na tela, que em seguida eram acrescentadas por palavras e imagens por Basquiat.

Dois Cães (1984)

Para o curador da exposição, Pieter Tjabbes, “Basquiat é um dos maiores artistas de ascendência afro-caribenha e é exaltado em todo o mundo. Ele é, fundamentalmente, um artista de Nova Iorque. Sua obra personifica o caráter da cidade nos anos 70 e 80, quando a mistura de empolgação e decadência da cidade criou um paraíso de criatividade. Sua obra reflete os ritmos, os sons e a vida da cidade. Ela sintetiza o discurso artístico, musical, literário e político de Nova Iorque durante este período tão fértil”.

Brother´s Sausage (1983)

A mostra fica em cartaz em São Paulo até 7 de abril, e depois segue para os CCBB de Brasília 21 de abril a 01 de julho, Belo Horizonte (16 de julho a 26 de setembro) e Rio de Janeiro (12 de outubro a 08 de janeiro de 2019).

 

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