Inspiração

Refugiados criam escola de idioma a preços populares na Baixada Fluminense

por: Kauê Vieira

Um grupo de refugiados radicados em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, está oferecendo aulas de línguas a preços populares.

Para além do ensino de um novo idioma, a experiência oferece aos alunos e professores uma oportunidade única para a troca de culturas, contribuindo assim para a quebra de preconceitos contra imigrantes que desembarcam no Brasil.

A iniciativa é a soma dos conhecimentos de professores vindos de países como Honduras, Colômbia, Paquistão, República Democrática do Congo e Gâmbia. O sucesso do Escambo de Cultura na Baixada Fluminense está realizando sonhos de todos os lados.

Refugiados oferecem aulas de idiomas na Baixada Fluminense

Por exemplo, Sabrina Menezes, professora de 39 anos sempre desejou aprender francês, mas esbarrava nos preços altos. Agora, ao se apegar em uma grande oportunidade, ela está auxiliando pessoas como o enfermeiro congolês Ezekiel, que com o dinheiro gerado pelas aulas, consegue pagar o aluguel e validar o diploma aqui no Brasil.

“Interrompi o curso de Pedagogia porque fugi da guerra. Lá, também dava aulas num projeto. O Escambo é uma continuação do que eu fazia. O que ganho ajuda a pagar o aluguel, mas ainda pego uns trabalhos por fora, para sustentar minha família”, diz ao jornal Extra Somi-Vuvu, da República Democrática do Congo, vivendo há nove anos com a mulher e quatro filhos no Brasil.

Com pouco mais de um ano e meio de existência, o Escambo de Cultura oferece aulas de inglês, francês e espanhol, todas ministradas por refugiados nos municípios de Belford Roxo, Duque de Caxias e Nova Iguaçu.

O ‘Escambo de Cultura’ atua em diversos municípios fluminenses

A descrição do projeto revela a atuação em três eixos, que promovem a geração de renda entre os refugiados, o auxílio social por meio da distribuição de alimentos e o encaminhamento no mercado de trabalho, além da integração das famílias.

Publicidade

Fotos: Reprodução/Facebook Oficial


Kauê Vieira
Nascido na periferia da zona sul de São Paulo, Kauê Vieira é jornalista desde que se conhece por gente. Apaixonado pela profissão, acumula 10 anos de carreira, com destaque para passagens pela área de cultura. Foi coordenador de comunicação do Projeto Afreaka, idealizou duas edições de um festival promovendo encontros entre Brasil e África contemporânea, além de ter participado da produção de um livro paradidático sobre o ensino de África nas Escolas. Acumula ainda duas passagens pelo Portal Terra. Por fim, ao lado de suas funções no Hypeness, ministra um curso sobre mídia e representatividade e outras coisinhas mais.

Branded Channel Hypeness

Marcas que apoiam e acreditam na nossa produção de conteúdo exclusivo.



X
Próxima notícia Hypeness:
Antes de morrer, chimpanzé de 59 anos se emociona ao reconhecer primeiro cuidador