Debate

11 leões são achados mortos sob suspeita de envenenamento em Uganda

por: Kauê Vieira

Um zoológico de Uganda, país do leste africano, está vivendo uma situação preocupante. Isso pois nos últimos dias 11 leões foram encontrados mortos. É muito provável que felinos habitantes do Parque Nacional Queen Elizabeth, tenham sido envenenados. Pelo menos é que dizem as autoridades, que suspeitam de moradores de uma pequena aldeia próxima ao local.

A investigação aponta que os leões morreram ao ingerirem uma substância venenosa, o Temik, inseticida conhecida por causar vômitos, dificuldade para respirar, resultando em asfixia.

Nos últimos 75 anos a espécie reduziu em 90%

Em comunicado veiculado no site da rede de notícias norte-americana CNN, o ministro responsável pelo turismo em Uganda, Ephraim Kamuntu, lamentou o ocorrido, dizendo ser “uma pena que um recurso tão importante economicamente seja exterminado pelo egoísmo de pessoas que não auxiliam no desenvolvimento das comunidades”. Ele afirmou ainda que o crime teria sido motivado pela morte de algumas cabeças de gado dos Hamukungu, como são chamados os membros da comunidade próxima ao parque.

A perda dos 11 leões acende o sinal vermelho para conservação da espécie que nos últimos 75 anos diminuiu assustadores 90%. Com efeitos na economia de Uganda, onde o turismo responde pela geração mais de 3 bilhões de reais em receita, o fato reabre uma importante discussão sobre delimitação de espaço entre humanos e animais.

Com o avanço dos centros urbanos, a vida selvagem está se transformando profundamente, com isso os métodos de caça dos bichos também, colocando os seres humanos e outros animais domésticos em risco. Para minimizar os conflitos entre moradores e espécies selvagens, alguns grupos defendem a realocação de povoados de zonas de perigo para locais mais afastados das reservas.

 

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Foto: Pixabay


Kauê Vieira
Nascido na periferia da zona sul de São Paulo, Kauê Vieira é jornalista desde que se conhece por gente. Apaixonado pela profissão, acumula 10 anos de carreira, com destaque para passagens pela área de cultura. Foi coordenador de comunicação do Projeto Afreaka, idealizou duas edições de um festival promovendo encontros entre Brasil e África contemporânea, além de ter participado da produção de um livro paradidático sobre o ensino de África nas Escolas. Acumula ainda duas passagens pelo Portal Terra. Por fim, ao lado de suas funções no Hypeness, ministra um curso sobre mídia e representatividade e outras coisinhas mais.

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