Debate

Atiradora que invadiu YouTube era youtuber vegana que se sentia discriminada

por: Kauê Vieira

Na última terça-feira (3) a sede do YouTube na cidade de San Bruno, na Califórnia, foi alvo de um ataque a tiros. O acidente, que deixou três pessoas feridas foi causado pela iraniana identificada como Nasim Najafi Aghdam, de 39 anos, que acabou se matando na sequência.

Representativo, além de chamar a atenção dos já alarmados profissionais de segurança dos Estados Unidos, o motivo do ataque de fúria instaurou um clima de medo. Isso porque Nasim alvejou o prédio do YouTube para manifestar sua fúria com medidas consideradas prejudiciais a audiência de seus vídeos. A informação foi confirmada pela polícia californiana.

Vegana e defensora dos animais, Nasim Najafi geria canais em inglês, farsi e turco e por diversas vezes expressou sua raiva com a política adotada pelo YouTube. “Eu estou sendo discriminada. O YouTube está filtrando meu conteúdo“, disse em vídeo postado antes de deletar sua página no site.

Nasim Najafi feriu três pessoas e se matou na sequência

Em outro texto de fevereiro de 2017, ela usou o Facebook para denunciar a plataforma pelas decisões que supostamente reduziram o número de visualizações de seu trabalho e na sua visão eram estratégias para prejudicar ativistas sociais.

“Essa é a medida usada por eles para enfraquecer o ativismo e os que tentam promover uma vida melhor, mais saudável e humana. Pessoas como eu não são interessantes aos negócios. Estão nos censurando e nos discriminando”, repudiou.

Para a polícia, o fato da ativista não ter um alvo específico ressalta a ideia de censura propagada por ela nas mídias sociais. O chefe de polícia de San Bruno, Ed Barberini disse ainda que a iraniana portava uma 9 milímetros semi-automática.

Até o momento, uma das três vítimas permanece internada em estado grave no Hospital Geral de São Francisco, também na Califórnia. Os outros dois vitimados já tiveram alta.

O ataque armado realizado por uma pessoa que se sentia injustiçada coloca ainda mais gasolina na discussão sobre porte de armas nos Estados Unidos. Debate este que se inflamou em fevereiro com o massacre que matou 17 estudantes e educadores de uma escola na Flórida.

Em seu novo plano de atuação, o YouTube resolveu desmonetizar alguns criadores de conteúdo, entre eles os disseminadores de conteúdos impróprios ou por não atingirem a marca de 1 mil seguidores.

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Foto: Reprodução


Kauê Vieira
Nascido na periferia da zona sul de São Paulo, Kauê Vieira é jornalista desde que se conhece por gente. Apaixonado pela profissão, acumula 10 anos de carreira, com destaque para passagens pela área de cultura. Foi coordenador de comunicação do Projeto Afreaka, idealizou duas edições de um festival promovendo encontros entre Brasil e África contemporânea, além de ter participado da produção de um livro paradidático sobre o ensino de África nas Escolas. Acumula ainda duas passagens pelo Portal Terra. Por fim, ao lado de suas funções no Hypeness, ministra um curso sobre mídia e representatividade e outras coisinhas mais.

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