Arte

De Frida Kahlo a Pablo Picasso: As superstições e rituais de 6 grandes artistas

por: Redação Hypeness

É do desejo de controlar o incontrolável, em especial nosso próprio destino, que nascem nossas superstições – como pequenos rituais que fazem nos sentirmos um pouco mais com o futuro e o incalculável seguir da vida em nossas mãos. Bater na madeira, não passar por debaixo de escadas, carregar um pé de coelho, quem disse que nunca fez nada do tipo estará mentido – e isso inclui alguns dos maiores gênios da arte em todos os tempos. Mesmo os gênios são supersticiosos.

Nomes como Pablo Picasso, Yoko Ono e Frida Kahlo conduziram suas carreiras e o próprio brilhantismo de seus trabalhos também através de suas superstições, onde encontraram conforto e até inspiração. O livro Recipes For Good Luck: The Superstitions, Rituals and Practices Of Extraordinary People (Receitas para boa sorte: as superstições, rituais e práticas de pessoas extraordinárias, em português) reúne justamente histórias das superstições desses grandes artistas.

Coco Chanel

Depois de ser informada por um adivinho que seu número de sorte era o 5, a estilista francesa Coco Chanel passou a fazer tudo ao máximo com o número 5, no dia e no mês 5 e, não por acaso, seu mais famoso perfume se chama “Chanel Nº 5”.

Pablo Picasso

Um dos mais prolíficos artistas em todos os tempos, o pintor espanhol Pablo Picasso tinha tanta consciência do próprio talento que se tornou um verdadeiro “colecionador de si”, tendo em casa mais de 50 mil de suas obras. Mas não só: Picasso guardava suas roupas velhas, seus adereços e de todos os tipos e até as unhas que cortava – ele entendia cada uma dessas coisas como parte de sua “essência”.

Charles Dickens

Autor de clássicos como “Oliver Twist”, “Grandes Esperanças” e “Um Conto de Natal”, o inglês Charles Dickens acreditava que sua criatividade e sua escrita eram aprimoradas pela… posição da cama em que ele dormia. Dickens precisava dormir sempre virado para o norte – e, para garantir que jamais desrespeitaria sua superstição, o autor andava para onde ia com um compasso no bolso.

Yoko Ono

A artista e ativista japonesa Yoko Ono aproveitou sua superstição para transforma-la em arte. Desde pequena Yoko descobriu que riscar um fósforo e observa-lo apagar em um quarto escuro lhe trazia alívio e calma – e desde então jamais deixou de repetir esse ritual. Já adulta, quando se tornou uma das mais importantes artistas e performers contemporâneas, Yoko transformou seu ritual na performance Lighting Piece, realizada pela artista com o grupo Fluxus.

Frida Kahlo

A constante presença de flores e plantas nos icônicos quadros da pintora mexicana Frida Kahlo não é por acaso, e significava não só a própria importância das plantas e da jardinagem em sua vida. Kahlo passava horas cuidando das plantas, flores e árvores de sua famosa Casa Azul, na Cidade do México, como uma terapia – uma maneira de encontrar conforto, inspiração e boa sorte rodeando-se do verde.

Salvador Dali

Da mesma forma que em sua pintura, tudo na vida do pintor catalão Salvador Dali era simbólico, ritualístico e cheio de significado. Para qualquer lugar que fosse Dali carregava no bolso um pequeno pedaço de madeira espanhola, para lhe trazer sorte e lhe proteger dos maus espíritos.

Se for para seguir as superstições de alguém, que seja ao menos desses gênios.

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© fotos: divulgação


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