Inspiração

Detentos recebem diploma em penitenciária em iniciativa pioneira

por: Kauê Vieira

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Um grupo de 53 detentos de Ribeirão das Neves, cidade da região metropolitana de Belo Horizonte, está fazendo história. Vestidos de beca e com a alegria estampada no rosto, eles se juntaram para receber o diploma de conclusão dos cursos de informática e segurança do trabalho.

A iniciativa é inédita em Minas Gerais e envolveu os detentos do Complexo Penitenciário Público-Privado (CPPP). Emocionante, a cerimônia teve tudo que um formando tem direito, música, beca, certificado e o mais importante, a presença e o prestígio de familiares das pessoas em situação de prisão.

Os 53 detentos foram diplomados em ação inédita em MG

Falando ao jornal Estado de Minas, Igor Miron Costa, há cinco anos detido, não segurou a alegria de ter conseguido terminar o curso. Acompanhado da mãe e irmã, o jovem lembrou que já pode dizer que tem uma profissão. “É um sentimento de gratidão e de orgulho por conquistar isso para minha família. Minha autoestima agora está alta. Vejo que antes sairia sem formação”.

O projeto é fruto de parceria entre Fundação de Educação do Trabalho (Utramig), MRV Engenharia e Gestores Prisionais Associados (GPA). Ao todo foram 18 meses de aula, sendo que 80% do conteúdo foi dado a distância e 20% dos encontros presenciais.  Os participantes, que tiveram lições de português e matemática, foram aprovados pelo Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais.

40% do presos no Brasil ainda não foram julgados

Fundamental para o processo de ressocialização dos infratores, a iniciativa contribui para a mudança de um cenário preocupante. Com mais de 726 mil presos, o Brasil é dono da terceira maior população carcerária do mundo, sendo que 40% são presidiários provisórios, ou seja, ainda não foram julgados e condenados. Outro motivo de preocupação é o racismo, pois segundo dados do Infopen – Sistema Integrado de Informações Penitenciárias, 64% dos detidos são negros.

 

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Fotos: foto 1:  Jair Amaral/EM/DA Press/foto 2: Pixabay


Kauê Vieira
Nascido na periferia da zona sul de São Paulo, Kauê Vieira é jornalista desde que se conhece por gente. Apaixonado pela profissão, acumula 10 anos de carreira, com destaque para passagens pela área de cultura. Foi coordenador de comunicação do Projeto Afreaka, idealizou duas edições de um festival promovendo encontros entre Brasil e África contemporânea, além de ter participado da produção de um livro paradidático sobre o ensino de África nas Escolas. Acumula ainda duas passagens pelo Portal Terra. Por fim, ao lado de suas funções no Hypeness, ministra um curso sobre mídia e representatividade e outras coisinhas mais.

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