Ciência

Diferentes tipos de meditação alteram diferentes partes do cérebro, aponta estudo

por: Redação Hypeness

Vários cientistas têm se dedicado a estudar os efeitos neurológicos da meditação, em busca de evidências objetivas de coisas que muitos praticantes já sentem subjetivamente: a técnica realmente tem efeitos sobre a atividade cerebral.

Uma grande novidade, recém-descoberta por um estudo conduzido por um instituto alemão, é que diferentes tipos de meditação são capazes de alterar o funcionamentos de partes distintas do cérebro.

Para isso, o grupo de pesquisadores, liderado pela neurocientista Veronika Engert, recrutou 300 voluntários não-praticantes. Cada um deles se dedicou a um tipo diferente de meditação por três meses, totalizando nove meses de estudo. Durante esse período, eles foram orientados a meditar 6 vezes por semana, em sessões de 30 minutos.

No começo e no fim de cada período, exames como ressonâncias magnéticas foram realizados para comparar as atividades cerebrais dos voluntários, antes e depois de introduzirem a meditação em suas vidas – por um período que Engert classifica como curto, o que chamou sua atenção para a rapidez com que a meditação pode alterar o funcionamento do cérebro.

Na primeira parte do estudo, chamada de Presença, e bem parecida com a técnica conhecida como mindfulness, os participantes se dedicaram a aumentar o foco e a concentração, além de prestar mais atenção à respiração e aos movimentos internos de seus corpos.

O segundo momento foi chamado de Afeto, e os voluntários aprenderam uma técnica de meditação em dupla, com foco no aumento da empatia e da compaixão, além da necessidade de lidar com emoções difíceis.

Já a terceira parte foi chamada de Perspectiva. O foco era observar a si mesmo, tratando dos próprios pensamentos sem julgamento e buscando entender as perspectivas de outras pessoas.

O treinamento chamado de Presença mostrou mudanças na espessura do córtex pré-frontal e do córtex cingulado anterior, partes do cérebro conhecidas pelo vínculo com a atenção e a tomada de decisões.

Já a prática conhecida como Afeto mostrou alterações no sistema límbico, responsável pelas emoções e comportamentos sociais. Por fim, o treinamento chamado de Perspectiva provocou mudanças no lobo temporal e no lobo occipital.

De acordo com a neurocientista Veronika Engert, essas descobertas podem auxiliar pesquisas futuras na busca por ‘treinamentos mentais’ que possam ajudar as pessoas a melhorar em áreas específicas de suas vidas. O próximo passo da equipe será estudar os efeitos dos três tipos de meditação em crianças e em adultos que trabalham em profissões altamente estressantes.

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Fotos: Pixabay (Creative Commons CC0)


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