Debate

Ela descobriu ser filha do médico responsável pelo tratamento de fertilidade de sua mãe

por: Kauê Vieira

O jornal Washington Post divulgou uma reportagem estarrecedora envolvendo o médico Gerald E. Mortimer, que durante um processo de fertilização artificial usou o próprio sêmen para engravidar sua paciente.

A acusação é feita por Kelli Rowlette, de 36 anos, que ao enviar seu DNA para o site Ancestry.com com objetivo de saber mais sobre seus ancestrais, acabou descobrindo que o médico era seu verdadeiro pai.

Tudo aconteceu na década de 1980, quando em segredo o médico tentou durante três meses realizar a inseminação em Sally Ashby para quem mentia dizendo que estava usando espermas de seu marido e de outros doadores. Não estava.

 

De acordo com o processo, a descoberta foi feita em julho passado, quando ao receber o resultado do teste de DNA, ela dividiu com sua mãe a insatisfação com a qualidade do serviço prestado. Foi neste instante que Ashby reconheceu a assinatura do médico.

“A senhora Ashby contatou o senhor Fowler (seu ex-marido) para falar sobre a descoberta feita por meio do teste do Ancestry.com. Fowler ficou devastado com a notícia e os dois conversaram de forma dolorosa sobre contar ou não a verdade para a filha”, relata um dos advogados de defesa.

Entretanto, Rowlette chegou até a verdade por conta própria. Em agosto, enquanto ajudava os pais com a organização de documentos antigos, a jovem encontrou a assinatura do médico Gerald Mortimer em sua certidão de nascimento. Segundo os autores do processo, Rowlette ficou “devastada” e os pais entraram em pânico com a descoberta.

Agora, o médico e a Associação de Ginecologistas e Obstetras de Idaho Falls estão sendo processados. Procurado para comentar o assunto,  Mortimer, atualmente aposentado, não foi encontrado.

Publicidade

Foto: Pixabay


Kauê Vieira
Nascido na periferia da zona sul de São Paulo, Kauê Vieira é jornalista desde que se conhece por gente. Apaixonado pela profissão, acumula 10 anos de carreira, com destaque para passagens pela área de cultura. Foi coordenador de comunicação do Projeto Afreaka, idealizou duas edições de um festival promovendo encontros entre Brasil e África contemporânea, além de ter participado da produção de um livro paradidático sobre o ensino de África nas Escolas. Acumula ainda duas passagens pelo Portal Terra. Por fim, ao lado de suas funções no Hypeness, ministra um curso sobre mídia e representatividade e outras coisinhas mais.

Branded Channel Hypeness

Marcas que apoiam e acreditam na nossa produção de conteúdo exclusivo.



X
Próxima notícia Hypeness:
Universidade Federal da Paraíba desenvolve inseticida natural que mata mosquito da dengue