Inspiração

Ele postou um relato honesto de como estava julgando colega estrangeiro precipitadamente

por: Redação Hypeness

Muita gente aproveita a internet para postar relatos de situações difíceis que sofreram, incluindo casos de preconceito, para chamar atenção a causas e mostrar que ainda temos muito a progredir como sociedade. Foi mais ou menos o que fez um norte-americano no Twitter, mas com um detalhe: ele não era a vítima, mas o culpado do julgamento.

Thomas McFall vive em Hubbard, Ohio, e estuda na Universidade Estadual de Youngstown. Seu relato sobre a convivência com um aluno estrangeiro que não fala inglês angariou mais de 180 mil retweets e 350 mil curtidas em uma semana.

Confira a tradução da história contada por Thomas, ou clique na data do Tweet para acessar a sequência:

E aí! Sei que normalmente só posto piadas ruins no Twitter, mas fiquem comigo porque quero compartilhar algo.

Em uma das minhas aulas de Administração eu sento no mesmo lugar na frente da classe todos os dias. Absolutamente todo dia eu sento lá.

Agora, eu também sento ao lado do mesmo cara estrangeiro que mal fala inglês. A coisa mais avançada que ouvi ele dizer em inglês foi “Uau, meu muffin está muito bom”.

Esse cara também tem o hábito de empilhar cada um dos seus objetos no mesmo lugar em que eu me sento. A bolsa, a comida, os livros e o celular dele sempre estão no meu lugar.

Agora, toda vez que eu entro na sala esse cara diz “Ah, Tom, você está aqui. Ok”. E começa a limpar as coisas da minha mesa freneticamente. E criou o hábito de dizer “Pronto para a aula, né?” e faz um high five. Todo dia esse cara me dá um high five.

Eu SEMPRE me irritava com esse cara. Pensava “Cara, você sabe que eu sento nesse lugar todo dia. Por que você empilha suas coisas aqui? E a última coisa que quero fazer é dar high fives em um cara que mal fala minha língua às 8 da manhã. Só tire suas merdas da minha mesa.

Mas hoje eu vim para a aula e estava alguns minutos atrasado. Fiquei de pé do lado de fora porque precisava enviar uma mensagem e podia ver de canto do olho o meu lugar de sempre. Claro que com as coisas dele em cima. O usual.

Enquanto estou ali, outro cara que também estava atrasado entra na sala antes de mim e tenta sentar naquele lugar, já que fica perto da porta. O cara que senta ao meu lado o para e diz “Sinto muito, meu bom amigo Thomas senta aqui”.

Foi aí que eu entendi que ele não estava colocando coisas na minha mesa para me irritar. Ele estava guardando o lugar para mim todas as manhãs. E durante todo esse tempo ele me via como amigo, mas eu estava muito ocupado pensando em mim para leva-lo em consideração. Por mais brega que possa soar, eu fiquei tocado.

Acabei entrando na sala e é claro que ele limpou tudo e disse “Ah, Tom, você está aqui. Ok”. E me deu um high five. No fim da aula acabei o convidando para comer. Nós fomos. E conversamos por um tempo. Eu ultrapassei o inglês ruim.

O cara se mudou para cá vindo do Oriente Médio para buscar uma formação acadêmica nos EUA. Ele planeja voltar para lá quando conseguir o diploma. Ele tem dois filhos e uma esposa. Trabalha uma jornada completa e manda todo o dinheiro que lhe sobra para a esposa.

Perguntei o que ele achava dos EUA. Ele disse que sente falta da família, mas que é empolgante estar aqui. Ele também disse que “nem todo norte-americano é legal comigo como você, Tom”.

Eu paguei o almoço, é claro. O cara merece. Ele me deu um high five por isso. Temos que manter a tradição.

Moral da história? Não faça como eu e constantemente pense só em si mesmo. Levei quase que o semestre todo para parar de olhar para meu umbigo e me tocar que esse cara só estava tentando ser meu amigo. Antes tarde do que nunca, eu acho.”

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Foto de capa via Pixabay (Creative Commons CC0)


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