Debate

Norte-americana explica em vídeo por que quer mudar o português e viraliza

por: Kauê Vieira

Realmente o português é uma das línguas mais complexas do mundo. Aliás, falar perfeitamente o idioma é uma missão difícil até mesmo para os nativos. Quem nunca precisou recorrer ao dicionário para tirar uma dúvida sobre uma maldita crase? Ou então não se confundiu a todo o instante com o uso da vírgula e da pontuação em geral?

Agora, você já parou para pensar nos obstáculos enfrentados por estrangeiros que se desafiam em conquistar a fluência da língua portuguesa? Uma professora de inglês não se conteve e expressou todo o seu descontentamento com o nível hard do português. Só que ela fez isso de uma forma tão fofinha que a gente até entende sua angústia.  

Esta professora dos EUA está indignada com a língua portuguesa

“Toda a vez que estou falando preciso pensar no sexo da pessoa. Preciso perguntar se é homem ou mulher. O que é isso?”, desabafou a professora norte-americana Rebecca Jackson em um vídeo publicado pela página Minha Professora Gringa, que já acumula mais de 4 milhões de visualizações.

Vamos tentar facilitar as coisas para Rebecca. Essa confusão toda plantada na cabeça da norte-americana se dá por um fator chamado Flexão de Gênero. Isto é, alguns substantivos fazem parte de classes gramaticais variáveis. Sendo assim, ele pode pertencer ao gênero masculino, feminino ou aos dois. Qual é masculino de janela?

Eureca! Este fenômeno é chamado de substantivos uniformes, aqueles que apresentam uma forma única tanto para o masculino, quanto para o feminino. Mas a Rebecca revolts não para por aí. Ela também arranjou tempo para se questionar sobre uma mania muito brasileira, o uso de expressões no diminutivo.

“Então eu preciso saber falar bonito, bonita, bonitas, bonitos, bonitinha? Mas pode ser no plural também, bonitinhas. Tudo bem, mas bonitona? E no plural também, bonitonas. E depois, bonitão?,” pergunta toda confusa.

Gente, assim ela não aguenta. E olhe que Rebecca nem esteve em Salvador para pirar nos diminutivos e gírias. Como diria o poetinha, “ô coisinha, vem aqui!” Estes são alguns dos motivos da indignação de Rebecca, que não devia arrancar os cabelos assim, pois fala muito bem o português.  

Publicidade

Foto: Reprodução/Facebook


Kauê Vieira
Nascido na periferia da zona sul de São Paulo, Kauê Vieira é jornalista desde que se conhece por gente. Apaixonado pela profissão, acumula 10 anos de carreira, com destaque para passagens pela área de cultura. Foi coordenador de comunicação do Projeto Afreaka, idealizou duas edições de um festival promovendo encontros entre Brasil e África contemporânea, além de ter participado da produção de um livro paradidático sobre o ensino de África nas Escolas. Acumula ainda duas passagens pelo Portal Terra. Por fim, ao lado de suas funções no Hypeness, ministra um curso sobre mídia e representatividade e outras coisinhas mais.

Branded Channel Hypeness

Marcas que apoiam e acreditam na nossa produção de conteúdo exclusivo.



X
Próxima notícia Hypeness:
Comentarista é demitido da Jovem Pan após dizer que ‘mulher deve tomar conta da casa’