Ciência

Pinguins são monogâmicos? 6 mitos sobre animais que não fazem sentido

por: Redação Hypeness

Entender de fato o comportamento dos animais não é tarefa simples, e muitos mitos acabaram se solidificando no imaginário popular como verdades a respeito de animais diversos – que, no entanto, simplesmente não são reais. Imortalizada em nossa cultura, é justamente essa coleção de clichês errôneos é o tema do livro The Truth About Animals, ou A Verdade Sobre os Animais.

Escrito pela zoologista americana Lucy Cooke, o livro procura reposicionar o conhecimento sobre diversos animais através não das sentimentalidades diversas com que nós, humanos, até hoje os olhamos, mas sim com fatos. “Nós costumamos olhar o reino animal através do prisma de nossa própria existência, e isso acaba obscurecendo a verdade”, ela escreveu.

Assim, separamos aqui alguns mitos derrubados por Lucy em seu livro – que podem mudar uma porção de convicções que tínhamos sobre aspectos supostamente inquestionáveis sobre alguns dos mais interessantes animais.

1. Ursos panda possuem pouco apetite sexual

Costuma-se dizer que os pandas estão ameaçados de extinção por copularem pouco. O livro de Lucy, porém, lembra que esses ursos existem há mais de 18 milhões de anos – antes inclusive dos próprios humanos – e que isso não seria possível se não tivessem hábitos sexuais saudáveis. De fato tais animais possuem dificuldade para se reproduzirem em cativeiro, mas na natureza, depois que um casal se forma, eles são capazes de copular até 40 vezes em uma só tarde. O problema da extinção dos pandas é mesmo humano.

2. Bichos-preguiça são mesmo preguiçosos

Foram os mitos sobre os bichos-preguiça que inspiraram Lucy a escrever seu livro (ela é fundadora de uma sociedade de proteção ao animal), especialmente diante da ideia de que esse, por sua lentidão e preguiça suposta, seria um exemplo de uma falha na evolução das espécies. Presentes no planeta há 64 milhões de anos, a verdade é que é justamente sua lentidão a receita de seu sucesso evolucionário. Por possuírem um sistema digestivo lento e uma dieta baixa em calorias, acabam por economizar bastante sua energia – não por preguiça, mas para sobreviverem.

3. Pinguins são monogâmicos

Apesar de realmente “criarem” seus filhos juntos ao longo de uma temporada de reprodução, a verdade é que a grande maioria dos pinguins imperadores mudam de parceira para a próxima temporada – e não só. Esses são um dos poucos animais (além dos humanos) que trocam favores e até presentes por sexo – como por exemplo pedras, utilizadas pelas fêmeas para construírem ninhos.

4. Abutres espreitam presas à beira da morte

Todos já viram em filmes a cena: uma pessoa faminta e enfraquecida, arrastando-se por uma trilha ou uma floresta em vias de tombar, até que ela vê abutres sobrevoando ou observando – sorrateiramente aguardando a morte chegar para que possa se alimentar, como se pudessem prever a morte alheia. A verdade é que abutres procuram alimento principalmente através do olfato – e assim, só a carne realmente morta lhes interessa.

5. Morcegos são vampiros sugadores de sangue

A origem desse mito é evidente, e os morcegos são animais diretamente conectados ao imaginário de histórias e filmes de terror – como se fossem sempre lhe morder, chupar seu sangue e ainda lhe contaminar com algum tipo de raiva. Acontece que só existem três espécies que realmente chupam sangue, enquanto a vasta maioria se alimenta de frutas e insetos. Além disso, somente 0.5% desses animais transmitem raiva – menos que coelhos e cachorros, por exemplo. No mais, o medo de que, durante um voo, um desses animais esbarre em você ou se enrosque em seu cabelo também é basicamente um mito: o sofisticado sistema de localização dos morcegos praticamente garante que ele vá desviar antes de bater em uma pessoa.

6. Hienas fêmeas possuem pênis

O imaginário coletivo diz que tanto a hiena macho quanto a fêmea possuiriam um pênis – não havendo uma vagina externa visível na fêmea da espécie. A explicação, no entanto, é bastante mais exótica: a verdade é que essa protuberância nas fêmeas que se imaginava se tratar de um pênis não produz esperma, sendo, assim, um imenso clitóris de 20 cm. Esse “apêndice”, no entanto, é responsável por todas as “tarefas” de um sistema reprodutivo feminino, inclusive dar à luz aos filhotes.

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© fotos: divulgação


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