Debate

Regular armas? Mochilas transparentes são solução em escola após massacre nos EUA

por: Kauê Vieira

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Desde o ataque a tiros que vitimou 17 pessoas na escola Marjory Stoneman Douglas em Parkland, o debate sobre o direito ao porte de armas nos Estados Unidos se intensificou de uma forma pouco vista.

Entre passeatas históricas, como a March for our Lives (Marcha pela nossas Vidas), que levou milhares de pessoas para as ruas de cidades como Nova York e a capital Washington e declarações como a do presidente Donald Trump sugerindo que professores se armassem para impedir novos ataques, pouco se avançou.

Passando a impressão de não querer encarar o problema de frente, o distrito de Parkland informou que a partir de agora todos os alunos da escola Marjory Stoneman vão ter que usar mochilas transparentes. Segundo autoridades, as bolsas plásticas entregues nesta semana fazem parte de uma série de testes para evitar novos massacres.

Governo acredita que mochilas transparentes podem evitar ataques

Como era de se esperar, o clima de volta às aulas é de tensão. Além das mochilas de plástico, os alunos têm os pertences revistados e apenas quatro portões de acesso foram liberados e ao toque do sinal, somente um permaneceu aberto. A segurança também ganhou reforço de policiais, que munidos de rifles AR-15, patrulham toda a área a pedido do governador da Flórida Rick Scott.

A adoção do novo método não está agradando aos alunos, que compararam o sistema com os vigentes em aeroportos e prisões. Segundo o jornal Sun Sentinel, muitos deles enxergam a decisão como uma tentativa de se esquivar da questão central, a política de armas.

“Eles (governo) deveriam se perguntar sobre o que a escola precisa de verdade”, ressaltou a estudante e ativista Jacyln Corin, que no primeiro dia de aula apareceu com referências aos movimentos desarmamentistas.

As bolsas foram entregues no primeiro dia de volta às aulas desde o massacre de fevereiro

Para Kyrah Simon, de 17 anos, a opção pelas mochilas transparentes é “uma ilusão de segurança e não vai resolver nada, exceto espalhar a sensação de invasão de privacidade,” disse ao periódico South Florida Sun Sentinel.

Apesar do forte aparato de segurança, o colégio recebeu na última segunda (2) uma ameaça via e-mail de um ataque a bomba. Para o xerife do distrito de Broward, não passou de um trote.

“O esquadrão antibomba agiu com rapidez descartando qualquer tipo de risco. Em todo o caso, novos agentes foram alocados para o campus como precaução e uma investigação está em curso”.

Os alunos e funcionários da escola Marjory Stoneman Douglas não foram evacuados.

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Fotos: foto 1: Reprodução/Twitter/foto 2: Reprodução/Sun Sentinel


Kauê Vieira
Nascido na periferia da zona sul de São Paulo, Kauê Vieira é jornalista desde que se conhece por gente. Apaixonado pela profissão, acumula 10 anos de carreira, com destaque para passagens pela área de cultura. Foi coordenador de comunicação do Projeto Afreaka, idealizou duas edições de um festival promovendo encontros entre Brasil e África contemporânea, além de ter participado da produção de um livro paradidático sobre o ensino de África nas Escolas. Acumula ainda duas passagens pelo Portal Terra. Por fim, ao lado de suas funções no Hypeness, ministra um curso sobre mídia e representatividade e outras coisinhas mais.

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