Ciência

Teoria inova e sugere nova origem para a construção do monumento de Stonehenge

por: Vitor Paiva

A ordem dos fatores às vezes altera, sim, o produto. Este parece ser o caso da explicação por trás da construção de Stonehenge, o monumento formado por círculos de pedras empilhadas de até cinco metros de altura na Inglaterra. Construído há cerca de 5 mil anos, acreditava-se até então que as pedras haviam todas sido trazidas das montanhas do País de Gales, a cerca de 24 km ao norte do local. O mistério sobre como e porquê o local foi construído é uma das grandes questões arqueológicas, mas um arqueólogo, no entanto, pode ter enfim começado a responder tal questão.

Segundo Mike Pitts, um dos poucos arqueólogos a já terem escavado dentro da construção, encontrou evidências de que duas das maiores pedras encontradas no local, no entanto, não foram trazidas do norte, mas já estavam lá há milhões de anos. A posição dessas pedras, segundo o arqueólogo, é que teria motivado a construção do monumento.

Pesando mais de 60 toneladas, a maior das pedras, localizada a 75 metros do centro da construção, está perfeitamente alinhada com o nascer do sol ao no dia de solstício, nunca foi moldada e, ao seu lado Pitts encontrou um buraco de cerca de seis metros de diâmetro – de onde a pedra teria sido retirada.

Uma das pedras apontadas pelo arqueólogo

Assim, essas duas pedras teriam sido tiradas do solo e colocadas à vista, mas não trazidas de Gales – a outra pedra também se alinha perfeitamente com o sol no solstício. Seria justamente a posição dessas pedras originárias do local que teria motivado a construção do monumento ali. O local foi utilizado, ao longo dos séculos, como ponto de cerimônia assim como um observatório astronômico, capaz de precisar datas como o solstício e o equinócio.

Gráfico criado pelo MailOnline, apontando, ao centro em vermelho, o eixo solar do solstício, abaixo à esquerda uma das pedras, e acima à direita, a outra

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© fotos: divulgação/MailOnline


Vitor Paiva
Escritor, jornalista e músico, doutorando em literatura pela PUC-Rio, publica artigos, ensaios e reportagens. É autor dos livros Tudo Que Não é Cavalo, Boca Aberta, Só o Sol Sabe Sair de Cena e Dólar e outros amores.

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