Debate

Cientista de 104 se despede de neto antes de ir para clínica de suicídio na Suíça

por: Redação Hypeness

Aos 104 anos de idade o cientista mais velho da Austrália está protagonizando um momento importante na discussão sobre o direito à vida. Determinado a colocar um fim em sua história centenária, David Goodall embarcou para a Suíça para praticar o suicídio assistido.

Apesar da idade avançada, o profissional de origem britânica não possui nenhum problema de saúde relevante ou qualquer tipo de doença terminal, entretanto a deterioração natural da qualidade de vida fizeram com que David tomasse esta decisão.

“Eu tenho 104 anos de idade, então não tenho muito pela frente. A previsão é que minha saúde vá piorando. Não é particularmente triste”, declarou aos jornalistas antes de se despedir dos netos e amigos no aeroporto de Perth, na última quarta-feira (4).

Insatisfeito com a condição física, o pesquisador de 104 anos vai cometer suicídio assistido

Goodall, que recentemente esteve nos noticiários ao ter sido afastado e na sequência recolocado ao posto de professor honorário da Universidade Edith Cowan, explicou aos repórteres que o incômodo é causado pela necessidade de se deslocar até outro país para a efetivação da eutanásia.

“Eu não gostaria de ir, apesar da Suíça ser um país lindo. Mas já que a Austrália não me permite morrer com dignidade, sou obrigado a entrar no avião, o que me incomoda bastante”, disse ao canal de TV ABC.

O suicídio assistido, ou eutanásia é ilegal na maioria dos países do mundo. Na Austrália, o único local com autorização é o estado de Vitória, mas a oficialização do decreto só entra em vigor em 2019 e restrita apenas aos pacientes com doenças terminais ou expectativa de vida menor do que seis meses.

No Brasil a restrição esbarra no direito à vida previsto no Código Penal Brasileiro. De acordo com o texto quem causar a morte de um doente pode cumprir pena que varia de 2 a 20 anos de prisão. Para especialistas, a predominância de um pensamento cristão também contribui para a realidade.

Por isso, a postura de governos como o suíço atrai um número cada vez maior de pessoas adeptas do suicídio assistido. Segundo a Secretaria Federal de Estatísticas da Suíça, em 2014 foram registrados 742 casos, 2,5 vezes mais do que cinco anos atrás.

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Foto: Reprodução/Gofundme


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