Inovação

Como um site de genealogia ajudou a solucionar um duplo assassinato ocorrido em 1987

23 • 05 • 2018 às 06:51 Redação Hypeness
Redação Hypeness Acreditamos no poder da INSPIRAÇÃO. Uma boa fotografia, uma grande história, uma mega iniciativa ou mesmo uma pequena invenção. Todas elas podem transformar o seu jeito de enxergar o mundo.

A viagem que a jovem Tanya Van Cuylenborg, de 18 anos, faria com seu namorado, Jay Cook, de 20 anos, do Canadá até Seattle, nos EUA, deveria durar poucos dias. Quando os dois não voltaram para casa, rapidamente foram dados como desaparecidos. O corpo de Tanya foi encontrado seis dias depois, com sinais de abuso sexual e um tiro na cabeça. No dia seguinte o corpo de Cook foi também encontrado sem vida, com ferimentos e sinais de estrangulamento. Os dois crimes aconteceram em 1987, e permaneciam sem solução até poucos dias atrás, quando o assassino foi finalmente detido – e a resolução do caso se deu através de um banco de dados genealógicos de um site.

Tanya Van Cuylenborg e Jay Cook

À época do crime, a polícia conseguiu levantar rastros de DNA do carro que o casal assassinado dirigia, mas não conseguiu chegar até um suspeito que se encaixasse na amostra de DNA registrada. Em abril passado, a polícia local enviou o material genético para um laboratório, que pode traçar a aparência aproximada do dono do DNA – e chegar a um retrato-falado do assassino em questão. Depois disso, os dados genéticos foram enviados para um site público que justamente conecta material genético com possíveis parentes.

O retrato falado aproximado a partir do material genético

Assim, através do site e do trabalho de outro genealogista, a polícia chegou até dois parentes do assassino, e assim resolveu o dilema que já durava três décadas: o dono do DNA é William Earl Talbott, um caminhoneiro de 55 anos da cidade de SeaTac, nos arredores de Seattle, estado de Washington, nos EUA.

William Earl Talbott após ser preso

A comprovação foi conseguida através do material de Talbott coletado de um copo utilizado e descartado – o DNA era compatível com o mesmo encontrado no carro ligado ao crime. Assim, na semana passada, após mais de 30 anos de um horrível crime e através de avanços tecnológicos e científicos, o assassino – que jamais havia sido sequer considerado suspeito – foi enfim detido.

O casal diante do carro em que viajavam

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© fotos: divulgação


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