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Como você pode ajudar a Marcha da Maconha fazer bonito em 2018

por: Vitor Paiva

Denunciando nas ruas a hipocrisia da guerra às drogas, em especial à maconha, a Marcha da Maconha completa em 2018 seu décimo aniversário. Oferecendo camuflagem para um combate inócuo e sem propósito, que em verdade serve de cortina de fumaça para o racismo e a perseguição ao pobre das leis atuais, o combate às drogas precisa se encerrar com urgência no Brasil – e ao completar 10 anos a Marcha da Maconha se afirma como o maior ato de desobediência civil realizado no Brasil.

Sua importância é evidente, mas para que essa festa fique ainda mais bonita, os organizadores da Marcha estão realizando uma campanha de financiamento coletivo.

O evento irá acontecer no próximo dia 26 de maio, com ponto de partida em São Paulo no vão do MASP, na Avenida Paulista. A vaquinha é para ajudar nos custos para a confecção de materiais, adereços e para a divulgação.

A marcha vai além da luta contra a guerra às drogas. Contando com a presença feminista, antirracista e LGBTQI e funcionando como uma rede de coletivos independentes, a marcha acredita que a proibição da erva e a luta contra as drogas é um símbolo de atraso enorme.

Vale lembrar que, na Marcha da Maconha, todo trabalho é voluntário, e que diversas marchas acontecerão em regiões diferentes.

A Marcha em 2017

Além de contribuir com a vaquinha, existem diversas outras maneiras de ajudar à Marcha: convidando pessoas, compartilhando o evento nas redes, distribuindo panfletos, comprando uma camiseta, além, é claro, de se fazer presente na própria marcha.

Afinal, não é preciso fumar maconha propriamente para ser a favor de sua legalização – basta ser contra a violência, o racismo, a perseguição aos pobres, pela vida e a verdade, e em favor das melhorias que a legalização podem trazer, em especial no uso médico da maconha. As drogas, pois, e em especial uma planta tão rica quanto a maconha, não podem continuar sendo um assunto policial.

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© fotos: divulgação


Vitor Paiva
Escritor, jornalista e músico, doutorando em literatura pela PUC-Rio, publica artigos, ensaios e reportagens. É autor dos livros Tudo Que Não é Cavalo, Boca Aberta, Só o Sol Sabe Sair de Cena e Dólar e outros amores.

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