Inovação

Escola portuguesa acolhe ‘alunos rejeitados’ apostando em liberdade e responsabilidade

por: Redação Hypeness

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O mundo mudou, mas o sistema educacional parece ter parado no tempo. Entre escolas em que professores são quase uma autoridade, destaca-se uma iniciativa portuguesa que investe na liberdade dos alunos, a Escola da Ponte.

Localizada em São Tomé de Negrelos, a cerca de 40 km do Porto, a escola é especialista em receber alunos que não se adequam a outras instituições. No estabelecimento, são os próprios estudantes quem decidem o que querem aprender e como.

É assim que crianças e adolescentes de diferentes idades se organizam em torno de assuntos em comum, deixando de lado o sistema de séries ou ciclos, como explica o Centro de Referências em Educação Integral. No currículo, as disciplinas são substituídas por dimensões mais amplas, como linguística, lógico-matemática, naturalista, identitária, artística e pessoal e social.

Os estudantes escolhem um tutor que os acompanhará durante as atividades que ele mesmo estabelece para si na escola. Juntos, aluno e tutor definem como será a avaliação do conteúdo – e as provas estão fora de cogitação.

A organização que esta escola põe em prática inspira uma filosofia inclusiva e cooperativa que se pode traduzir, de forma muito simplificada no seguinte: todos precisamos de aprender e todos podemos aprender uns com os outros e quem aprende, aprende a seu modo no exercício da cidadania“, define o site da instituição.

José Pacheco, um dos idealizadores da proposta pedagógica, deixou Portugal há 11 anos para viver no Brasil. Hoje, ele aplica um sistema similar na Escola Âncora, localizada em Cotia (SP). Mesmo assim, a Escola da Ponte continua funcionando sob a mesma perspectiva criada por ele, em que cada estudante define suas tarefas e a maneira como irá cumpri-las.

Um dos pontos que desperta mais interesse no sistema de ensino é a maneira como ele envolve os estudantes, oferecendo liberdade e muita responsabilidade para cada um. Como relata uma reportagem da Folha de S. Paulo, os alunos estabelecem também as próprias regras escolares (como não correr, por exemplo) e monitoram seu cumprimento, fazendo com desenvolvam um senso de pertencimento incomum em instituições tradicionais.

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Fotos: Divulgação


Redação Hypeness
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