Fotografia

Fotos de longa exposição deixam as marcas dos astros no céu

15 • 05 • 2018 às 10:23
Atualizada em 17 • 05 • 2018 às 09:52
Vitor Paiva
Vitor Paiva   Redator Vitor Paiva é jornalista, escritor, pesquisador e músico. Nascido no Rio de Janeiro, é Doutor em Literatura, Cultura e Contemporaneidade pela PUC-Rio. Trabalhou em diversas publicações desde o início dos anos 2000, escrevendo especialmente sobre música, literatura, contracultura e história da arte.

Para se aproximar daquilo que o pintor holandês Vincent Van Gogh era capaz de fazer com um pincel, seu coração e sua genialidade, o fotógrafo russo Daniel Kordan precisou viajar até o deserto do Namibe, na costa da Namíbia, com sua câmera aberta à longa exposição – e enfim conseguir registrar a impactante beleza do “rastro” das estrelas, ou o movimento dos astros ao longo das horas noturnas.

Para cada imagem completa, Kordan não só contou com o límpido céu do deserto africano, como precisou de milhares de fotografias em longa exposição. Depois de tiradas, o fotógrafo realiza um processo de “empilhamento” de imagens, que oferece aos registros fixos a ilustração dos movimentos das estrelas.

“As noites na Namíbia são tão pacíficas e silenciosas. Eu fiquei feliz em desfrutar do brilho das estrelas da via láctea enquanto minha câmera tirava milhares de fotos”, disse Kordan.

O impacto do vibrante colorido dos céus do Namibe é ainda maior em contraste com as cores opacas do próprio deserto, e as fotos são um documento da infinitude e da beleza do cosmos – algo que um artista como Van Gogh em seu Noite Estrelada consegue captar em toda sua poesia, mas que mesmo a objetividade da fotografia parece se banhar também em arte ao registrar.

“Noite estrelada”, de Van Gogh

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