Arte

Icônico ilustrador de ‘Laranja Mecânica’ e ‘Casablanca’, Bill Gold morre aos 97 anos

por: Kauê Vieira

Um dos maiores símbolos da cultura pop o ilustrador Bill Gold morreu aos 97 anos. Talvez você não faça uma associação direta entre criador e criatura, mas se dissermos que seus traços são responsáveis pela comunicação de visual de sucessos do cinema como Laranja Mecânica e Casablanca, certamente você se lembrará desta figura icônica.  

Formado pelo tradicional Pratt Institute, Gold iniciou a carreira como diretor na Warner Bros. em Nova York e seu primeiro destaque foi justamente o cartaz de divulgação do clássico Casablanca, lançado em 1942 com nomes como Humphrey Bogart e Ingrid Bergman.

Depois de se estabelecer como um profissional de referência Bill Gold abriu o próprio estúdio iniciando uma nova fase inclusive para seus desenhos, que se transformaram absorvendo novidades fotográficas e digitais, mas sem perder o aspecto vintage.

O clássico ‘Laranja Mecânica’ , sucesso da década de 1970

Tais características se fazem presentes no que pode ser considerado seu auge criativo, os anos 1970, quando projetou pôsteres para clássicos como Laranja Mecânica, O Exorcista e Alien.

“Eu não sei o que leva uma pessoa ao cinema, se é o elenco, o título ou a imagem de divulgação. Na verdade é uma combinação de todos estes elementos. Daí a importância do pôster. É importante analisar que efeitos a criatividade exerce no público”, declarou em 1994 durante premiação em reconhecimento ao seu trabalho.

Com mais de 70 anos de carreira, 30 colaborações com Clint Eastwood, Bill Gold saiu de cena criando a identidade visual de J. Edgar, filme de 2011 sobre a vida do lendário diretor do FBI.

Casablanca, lançado em 1942:

Perseguidor Implacável, dá década de 1970:

O Exorcista foi um drama de 1973

Amargo Pesadelo em arte de 1972: 

J. Edgar, de 2011:

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Fotos: Reprodução


Kauê Vieira
Nascido na periferia da zona sul de São Paulo, Kauê Vieira é jornalista desde que se conhece por gente. Apaixonado pela profissão, acumula 10 anos de carreira, com destaque para passagens pela área de cultura. Foi coordenador de comunicação do Projeto Afreaka, idealizou duas edições de um festival promovendo encontros entre Brasil e África contemporânea, além de ter participado da produção de um livro paradidático sobre o ensino de África nas Escolas. Acumula ainda duas passagens pelo Portal Terra. Por fim, ao lado de suas funções no Hypeness, ministra um curso sobre mídia e representatividade e outras coisinhas mais.

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