Sustentabilidade

Megatrilha de 3 mil km vai conectar Rio de Janeiro ao Rio Grande do Sul pela mata atlântica

por: Mari Dutra

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Se as passagens entre o Rio Grande do Sul e o Rio de Janeiro estão caras, então que tal fazer esse percurso a pé?

Essa é a proposta de uma megatrilha de 3 mil km que deverá unir os dois estados. O percurso que ganhou o nome de Caminho da Mata Atlântica está sendo construído com a liderança da WWF-Brasil e o apoio do ICMBio, CBME, Abeta, além de federações de montanhistas regionais, órgãos estaduais e grupos locais.

Para tornar essa ideia realidade, uma série de voluntários se engajou no projeto, que começou a ser idealizado ainda em 2012. Com início no Parque Nacional Aparados da Serra, no Rio Grande do Sul, a trilha deverá passar por diversas áreas de conservação em Santa Catarina, Paraná e São Paulo, terminando no Parque Estadual Desengano, no Rio de Janeiro.

A megatrilha irá conectar diversas trilhas já existentes dentro desta área e busca promover o turismo sustentável na região. Até o momento, foi definido um eixo principal, bem como algumas alternativas de trajeto para perfis específicos (como pessoas que desejam seguir o caminho em bicicleta, a cavalo, etc).

Para a definição do percurso, foram priorizadas áreas protegidas, trilhas e roteiros já existentes, incluindo passagens por atrativos importantes e comunidades que tenham demonstrado interesse no projeto. Além disso, buscou-se adequar o trajeto para que existam lugares para pernoite e outras estruturas de apoio próximas.

O caminho tem como inspiração a trilha Appalachian Trail, que liga mais de 90% das unidades de conservação dos Estados Unidos. O projeto brasileiro irá passar por mais de 70 municípios e está recebendo sinalização própria para auxiliar os interessados no percurso.

Clique aqui para saber mais sobre o projeto ou torne-se um voluntário e ajude o Caminho da Mata Atlântica a sair do papel.

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Fotos: Reprodução Caminho da Mata Atlântica


Mari Dutra
Depois de viver na Argentina, na Irlanda e na Romênia, percebeu que poderia carimbar o passaporte mais vezes caso trabalhasse remotamente. Hoje escreve para o Hypeness e mantém um blog de viagens, o Quase Nômade, em que conta mais de suas experiências pelo mundo.

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