Sustentabilidade

Nos últimos 10 anos, a população de botos da Amazônia diminuiu pela metade

por: Mari Dutra

Duas espécies de botos habitam a bacia amazônica: o boto-cor-de-rosa (Inia geoffrensis) – aquele que “espalha filhos” pelo Brasil; e o boto-preto (Sotalia fluviatilis), ou tucuxi. As lendas em torno destes animais são muitas, mas elas podem ser tudo que resta sobre eles em alguns anos.

O alarme foi dado pelo  Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA). Segundo o instituto, a população do boto-cor-de-rosa teria caído pela metado nos últimos 10 anos. A situação do boto-preto é ainda pior: a mesma queda ocorreu em apenas nove anos. Graças a isso, as espécies são consideradas quase em extinção.

Um estudo que analisa a queda populacional dos cetáceos nos últimos 22 anos foi publicado no início de maio na revista científica PLOS ONE. Foram analisadas as contagens mensais de botos realizadas pela Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, no Amazonas, entre 1994 e 2017.

De acordo com a revista Superinteressante, um dos responsáveis por esse fenômeno pode ser o peixinho no seu prato. Isso acontece porque a carne de boto-cor-de-rosa é usada há anos como isca na Amazônia. Segundo a Radioagência Nacional, cerca de dois mil botos são mortos anualmente para servir de isca para pesca da piracatinga que, embora proibida, continua ocorrendo.

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Créditos das fotos sob as imagens


Mari Dutra
Especialista em conteúdos digitais, Mariana vive na Espanha, de onde destila textos sobre turismo, sustentabilidade e outros mistérios da vida. Além de contribuir para o Hypeness desde 2014, também compartilha roteiros e reflexões mundo afora no blog e no Instagram do Quase Nômade.

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