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Paulistano que troca carro por bike economiza até R$ 451 por mês, diz estudo

por: Mari Dutra

Pedalar não faz bem apenas para a saúde, mas também para o bolso de quem aposta em viagens sobre duas rodas.

É o que aponta um estudo recente realizado na capital paulista. A pesquisa, encomendada pelo Banco Itaú, foi conduzida pelo Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap).

Sob o nome de “Impacto Social do Uso da Bicicleta em São Paulo”, foram realizadas mais de mil entrevistas com moradores da cidade. Analisando as respostas, os pesquisadores identificaram quais viagens em ônibus e carro poderiam ser substituídas por trajetos em bike.

Para o estudo, foram consideradas como distâncias pedaláveis aquelas de até 8 quilômetros. Por questões de segurança, apenas viagens entre 6h e 20h e de ciclistas até 50 anos entraram na conta.

Ao final do levantamento, percebeu-se que 31% das viagens feitas em ônibus em São Paulo poderiam ser substituídas por uma boa pedalada. No caso dos automóveis, a substituição era ainda maior: 43% dos trajetos poderiam ser feitos sobre a magrela.

Apesar disso, o mais impactante do resultado foi a economia gerada para quem escolhe pedalar. Entre os usuários de ônibus, a economia mensal seria de R$ 138. Para quem dirige, o benefício é novamente maior. Trocar o carro pela bike diminui os gastos em R$ 451 por mês.

Outra economia resultante da troca é a de tempo

Segundo o estudo, 45% das viagens de ônibus que poderiam ser feitas em bike ficariam mais rápidas sobre duas rodas. Isso representa uma economia de 19 minutos por dia – ou seis horas por mês. Para usuários de carro, apenas 25% das corridas seriam mais rápidas em bike, representando uma economia de 9 minutos diários.

A pesquisa calculou ainda os impactos sociais desta mudança. Se todos topassem trocar os meios de transporte tradicionais por uma viagem em bike, o Sistema Único de Saúde poderia economizar o equivalente a R$ 34 milhões gastos com internações por doenças cardiovasculares e diabetes. Por último, o meio ambiente também sairia ganhando, com uma redução de 18% nas emissões de dióxido de carbono durante os deslocamentos.

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Fotos: Unsplash


Mari Dutra
Especialista em conteúdos digitais, Mariana vive na Espanha, de onde destila textos sobre turismo, sustentabilidade e outros mistérios da vida. Além de contribuir para o Hypeness desde 2014, também compartilha roteiros e reflexões mundo afora no blog e no Instagram do Quase Nômade.

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