Debate

“Você é preta. Eu sou promotor e você está presa”, advogada é agredida e sofre injúria racial

Redação Hypeness - 15/05/2018

O Ministério Público da Bahia está no centro de um caso envolvendo injúria racial praticada por um de seus promotores. O relato é feito pela advogada Liliane Bessa, que afirma ter sido agredida durante o Carnaval de Salvador.

Tudo aconteceu quando o Bloco me Abraça passava pelo bairro de Ondina e além de ter levado um soco, Liliane ainda foi discriminada racialmente. Segundo a advogada, quando a Polícia Militar chegou ao local, diga-se agredindo ela e sua irmã, ouviu o promotor dizer que estava agredindo as das por elas “serem pretas”.

O JurisBahia publicou matéria dizendo que após ter sido encaminhada para a delegacia Liliane foi tratada com desdém pelo delegado e presenciou outra injúria racial praticada pela esposa do promotor contra um funcionário do DP.

Promotor baiano é acusado de injúria racial e agressão

Apesar dos registros fotográficos da agressão o promotor, que não teve seu nome revelado e chegou a ter o cargo negado, foi beneficiado por recurso impetrado pelo Conselho Superior do Ministério Público garantiu seu vitaliciamento.

“A mídia foi o último recurso que lancei mão, pois me senti desamparada ao saber que membros do MP votaram pelo vitaliciamento de um criminoso”, lamentou Liliane Bessa.

É importante lembrar que a injúria racial está prevista no artigo 140, parágrafo 3º, do Código Penal, que prevê pena de reclusão de um a três anos e multa, além da pena correspondente à violência, para quem cometê-la.

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Foto: Reprodução/JurisBahia


Redação Hypeness
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