Viagem

5 motivos pelos quais Paraty merece o título de Patrimônio Mundial da Unesco

por: Redação Hypeness

A cidade de Paraty, no Rio de Janeiro, é postulante a se tornar a primeira cidade brasileira reconhecida como Patrimônio Mundial pela Unesco, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura.

A candidatura é comandada pelo Iphan, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, e Ministério do Meio Ambiente, em parceria com a Prefeitura de Paraty, e será divulgada ao público durante a FLIP. Não faltam motivos para que a cidade mereça o título, mas nós listamos cinco para você.

1. Arquitetura

A arquitetura colonial de Paraty é famosa internacionalmente e atrai turistas de todo o Brasil e de países vizinhos. Não é por acaso: andar pelas ruazinhas da cidade e passear entre casarões e igrejas construídos pelos portugueses nos séculos 18 e 19 é como viajar no tempo.

O centro histórico já foi considerado pela UNESCO “o conjunto arquitetônico colonial mais harmonioso do país”. Além da beleza das construções, muitas fachadas têm desenhos antigos em relevo, arte influenciada pela maçonaria. É a história bem na frente dos nossos olhos.

2. Beleza Natural

Mesmo se as belas construções coloniais jamais tivessem sido erguidas por ali, a região continuaria sendo destaque pela beleza. Mas por causa das incríveis praias e paisagens que envolvem o chamado Centro Histórico, incluindo 187 ilhas cobertas de vegetação primária.

Preservando a Mata Atlântica, o entorno de Paraty tem dezenas de montanhas cobertas pela floresta primitiva, além de inúmeras praias maravilhosas, incluindo as da vila de Trindade e ilhas como a Ilha do Pelado. Destaque também para o Saco do Mamanguá, uma entrada de mar de 8km de extensão entre as montanhas.

3. Comunidades Tradicionais

A região de Paraty também é sinônimo de resistência, e abriga diferentes comunidades tradicionais. Há os quilombolas da Comunidade do Campinho da Independência, os índios do assentamento Guarani e das aldeias Tekon Tatim e Tekoa Araponga e também pescadores que mantém viva a cultura caiçara.

Acordar cedo, cuidar da roça e ir para o mar em busca do sustento das famílias não é o único desafio dos moradores tradicionais, cujas famílias habitam a região há gerações. Há décadas eles precisam lutar para seu espaço. Desde 2007, caiçaras, indígenas e quilombolas brigam juntos por seus direitos através do Fórum de Comunidades Tradicionais Angra–Parati–Ubatuba.

4. Biodiversidade e Preservação

A beleza natural poderia estar ameaçada se não fosse o compromisso local com a preservação da biodiversidade. Paraty conta com quatro áreas de proteção ambiental – Parque Nacional da Serra da Bocaina; Parque Estadual da Ilha Grande; Reserva Biológica Estadual da Praia do Sul e Reserva Ecológica Estadual da Juatinga.

O município abriga também três unidades de conservação do Instituto Chico Mendes Conservação da Biodiversidade. A região é conhecida pela variedade da fauna: foram encontradas em Paraty 134 espécies de peixes, 115 de moluscos, 345 de aves, 13 de mamíferos marinhos, 74 de mamíferos terrestres e 61 de répteis e anfíbios.

5. Programação Cultural

O incentivo à arte e à cultura é um dos marcos da cidade. A FLIP, conhecida Festa Literária Internacional de Paraty, com edições anuais bem sucedidas desde a primeira, em 2003. Sempre homenageando um grande nome da literatura brasileira, o festival convida grandes nomes para debater temas como teatro, cinema e ciência, além de promover novos escritores brasileiros e incentivar o contato de crianças e adolescentes com as artes.

O Festival Internacional de Jazz é outro evento fundamental para a região, levando ao Centro histórico grandes artistas brasileiros e estrangeiros, que atraem milhares de turistas à cidade. Já são 10 anos de sucesso, com até 20 mil visitantes por edição.

Manifestações folclóricas e religiosas, como teatro de bonecos e procissões, também fazem sucesso com os turistas.

Cultura da Cachaça (bônus)

Como elencar só cinco ótimos motivos para que Paraty seja escolhida Patrimônio Mundial pela Unesco, não conseguimos nos segurar e citamos um bônus: a cultura da cachaça na região.

A relação é antiga: estima-se que por volta de 1820, havia nada menos que 150 alambiques na cidade. O movimento voltou a crescer a partir da década de 1980, e quase todo mundo que viaja para a região aproveita para degustar a bebida em um ou mais dos estabelecimentos, além de aprender sobre o processo de produção.

Em 1982, foi realizado na cidade o primeiro Festival da Pinga, que hoje é conhecido como Festival da Cachaça, Cultura e Sabores de Paraty. A possibilidade de ser construído um Museu da Cachaça na cidade já foi ventilada há algum tempo, mas, por enquanto, o melhor jeito de conhecer a história da mais brasileira das bebidas é em um dos sete alambiques paratienses.

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Fotos 1, 2 e 3 via Acervo Iphan

Foto 4 via Paraty CVB

Foto 5 via FLIP

Foto 6 via Engenho D'Ouro


Redação Hypeness
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