Debate

A incineração de artigos de luxo por grife acende debate sobre consumismo

por: Redação Hypeness

Um dos nomes mais importantes do comércio de luxo no mundo, a marca britânica Burberry incinerou roupas, perfumes e outros acessórios não comercializados. Polêmica, a medida é adotada com frequência pelas grandes empresas para evitar o furto ou a venda destes artigos por preços mais baixos.

Os objetos incinerados pela grife inglesa somam mais de 141 milhões de reais. Nos últimos cinco anos são R$ 446 milhões em roupas queimadas. O ato suscita um debate sobre os desperdícios gerados pelo consumismo.

Para ambientalistas a queima de roupas e outros objetos contribui para os efeitos do aquecimento global. Por outro lado a Burberry diz ter adotado uma ação ‘ambientalmente sustentável’ e que o gás carbônico emitido foi compensado.

O consumo excessivo está atingindo e cheio o meio ambiente

“A crescente quantidade de estoques excedentes indica que há sobreprodução, e, em vez de diminuir sua produção, eles queimam roupas e produtos em condições perfeitas”, declarou ao site da BBC  Lu Yen Roloff, representante do Greenpeace.

A responsabilidade das lojas de departamento e grandes marcas da moda na deterioração do meio ambiente deve ser considerada, ainda mais com a adoção da incineração de artigos não comercializados.

Com a chegada do mês de agosto a população mundial vai ter consumido todos os recursos naturais disponíveis para 2018. O nosso planeta trabalhará durante os últimos quatro meses do ano acima do limite. Para satisfazer os anseios de consumo da humanidade seria preciso duas Terras.

Os dados fazem parte do Dia da Sobrecarga, levantamento comandado pela entidade internacional Global Footprint Network.

Diferente da Terra, as grifes vão muito bem obrigado. Em 31 de março a Burberry garantiu uma alta de 5% nos lucros, passando da marca de 2 bilhões de reais e as vendas atingiram R$ 13,3 bi.

Para que a natureza não arque sozinha com as consequências de uma sociedade cada vez mais consumista, a adoção de medidas conscientes de consumo são indispensáveis. Consumidor e fabricante precisam se atentar para os impactos socio-ambientais do que compram.

“Ao ter consciência desses impactos na hora de escolher o que comprar, de quem comprar e definir a maneira de usar e como descartar o que não serve mais, o consumidor pode maximizar os impactos positivos e minimizar os negativos. Com essa atitude ele contribui com seu poder de escolha para construir um mundo melhor”, enfatiza analista da Unidade de Acesso a Mercados do Sebrae Minas Luciana Lessa.

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Foto: Reprodução/Instagram


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