Debate

Ameaçado de morte por selinho, soldado critica postura da PM contra homofobia

por: Redação Hypeness

A vida de Leandro Prior, há mais de 4 anos membro da Polícia Militar de São Paulo, se transformou completamente desde que foi fotografado, sem autorização, dando um selinho em outro homem.

O caso aconteceu na Linha-3 Vermelha do Metrô paulistano e as imagens do soldado fardado caíram nas redes sociais. Desde então Leandro vem recebendo diversas ameaças de morte, muitas lançadas a partir de grupos de seguidores ou de próprios policiais militares.

Leandro Prior, afastado por conta própria para a realização de tratamento médico, é membro do 13º Batalhão da PM. O soldado  acaba de prestar depoimento para a Ouvidoria da Polícia Militar de São Paulo, que encaminhou o conteúdo à Corregedoria da corporação.  O objetivo é investigar as inúmeras ameaças recebidas contra sua vida.

Garantindo sua permanência na polícia, Leandro conta que desde a explosão da história sua vida se transformou e o medo virou rotina. “É como se eu estivesse de tornozeleira. Eu sempre fui muito ativo: gosto de ir a bares, dar risada, mas agora tenho que constantemente avisar de três a cinco pessoas próximas onde estarei e que meio estou usando, o que gera um estresse muito grande”, contou em entrevista ao UOL.

Lembrando que Leandro foi fotografado sem autorização

Criticado por supostamente estar distraído enquanto fardado, ou seja, contrariando orientações da própria PM, o soldado lamenta o fato da corporação não se posicionar com firmeza diante dos riscos contra sua vida.

“É lamentável e triste que uma corporação que se propõe, por meio de juramento, à defesa da vida, não se posicione firmemente quando alguém afeta contra a sua integridade física”.

Para defensores dos direitos humanos a PM precisa mudar sua postura diante de casos de homofobia. É preciso que o Estado, ao contrário do que fez o governador paulista Márcio França, se una neste sentido para garantir a liberdade sexual de homens e mulheres. É evidente que a orientação sexual de um policial não vai fazer com que ele trabalhe mais ou menos.

A Secretaria de Segurança Pública por sua vez se posicionou dizendo que defende “a dignidade da pessoa humana e não discrimina ninguém por sua orientação sexual”.

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Fotos: Reprodução


Redação Hypeness
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