Ciência

Arqueólogos encontram fábrica de cerveja de 4,5 mil anos no Egito

Vitor Paiva - 06/07/2018 | Atualizada em - 05/07/2018

Sábios e pioneiros em tanta coisa, os antigos egípcios eram grandes engenheiros e sabiam bem o que era preciso para realizar suas impressionantes construções – inclusive o que era necessário para manter bem e produtivos os milhares de trabalhadores que as colocavam de pé. E entre alimentos e mantimentos em geral, para levantar pirâmides os trabalhadores também precisavam de cerveja. Para a construção da pirâmide de Miquerinos – uma das três pirâmides de Gizé – em homenagem ao faraó Menkaure, entre as instalações da obra havia justamente uma fábrica de cerveja.

A pirâmide de Miquerinos

Dentre as estruturas, que datam de 2490 a.C a 2472 a.C, em uma instalação descoberta funcionava uma espécie de sede onde sacerdotes e altos funcionários do governo coordenavam a fabricação de pães e cerveja à época da construção da pirâmide. A confirmação de tal função se deu através das ferramentas encontradas no local. As instalações fazem parte de um grande complexo que servia como um porto à beira do Nilo, por onde as provisões e mantimentos chegavam.

O local descoberto onde ficava a fábrica de cerveja

A outra parte do complexo descoberta funcionava uma sala especial para a contenção e o abate de animais. Para alimentar os trabalhadores e manter a monumental construção funcionando era fundamental haver um porto, para que mercadorias e materiais pudessem vir com eficácia de todo o Egito e do leste do Meditarrâneo. A cerveja, no entanto, era fabricada no próprio local, e era oferecida como parte fundamental do cardápio dos trabalhadores, em sua maioria escravizados, que colocaram as pirâmides de pé. A descoberta e a coordenação das instalações foi feita pela Associação de Pesquisa do Egito Antigo.

As pirâmides de Gizé

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© fotos: divulgação


Vitor Paiva
Escritor, jornalista e músico, Vitor Paiva é mestre e doutor em Literatura, Cultura e Contemporaneidade pela PUC-Rio. Publica artigos, ensaios e reportagens, é autor dos livros Tudo Que Não é Cavalo, Boca Aberta, Só o Sol Sabe Sair de Cena e Dólar e outros amores.

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