Debate

As pessoas estão pedindo o cancelamento de série do Netflix acusada de gordofobia

por: Kauê Vieira

“Pançuda, baleia”, são algumas das falas um seriado que nem estreou no Brasil, mas já está deixando muita gente irritada. Insatiablealgo como insaciável, abusa de um humor com toques de American Pie para contar a história de uma típica garota colegial dos Estados Unidos. Pelo menos na imaginação dos roteiristas.  

Na primeira parte Patty, adolescente vivida pela atriz Debby Ryan, convive com a exclusão da vida social, falta de namorados e bullying. Os motivos? Ela é uma jovem acima do peso.

Segundo os críticos o problema é que, ao invés de debater os efeitos causados por determinados padrões de beleza, o seriado vai pelo caminho óbvio ao mostrar Patty magra, querida e popular. Tais atributos colocaram a trama adolescente no centro do debate sobre fat-shaming, termo em inglês usado para situações envolvendo humilhações por conta do peso.

Netflix afirma que a série pretende debater o bullying

Nas redes sociais as pessoas estão pedindo o cancelamento de Insatiable. Por meio de uma petição online, Florence destaca a mensagem passada pela produção de que a popularidade só pode ser alcançada com beleza e sobretudo desejo masculino.  

“Por muito tempo, as narrativas falaram às mulheres e jovens garotas impressionáveis que, para ser popular, ter amigos, para se tornar desejada pelo olhar masculino e, em alguma medida, para ser um ser humano de valor, é preciso ser magra”, disse.

Prevista para estrear em 10 de agosto, Insasiable, segundo a Netflix, é uma ‘comédia de vingança’ e ressalta justamente a superação do bullying. Quem também defendeu a produção foi a protagonista Debby Ryan. Em sua conta no Twitter a atriz pediu compreensão e que os fãs assistam antes de julgar.

“Nos últimos dias, vi quantas vozes são protetoras e potentes sobre os temas que aparecem na história. Fui atraída pela proposta dessa série sobre o quão difícil e assustador pode ser existir em um mundo com o seu corpo, seja porque você está sendo elogiada ou criticada por seu tamanho. E também sobre como é rezar para ser ignorada porque isso é mais fácil do que ser vista”, encerrou.

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Foto: Divulgação


Kauê Vieira
Nascido na periferia da zona sul de São Paulo, Kauê Vieira é jornalista desde que se conhece por gente. Apaixonado pela profissão, acumula 10 anos de carreira, com destaque para passagens pela área de cultura. Foi coordenador de comunicação do Projeto Afreaka, idealizou duas edições de um festival promovendo encontros entre Brasil e África contemporânea, além de ter participado da produção de um livro paradidático sobre o ensino de África nas Escolas. Acumula ainda duas passagens pelo Portal Terra. Por fim, ao lado de suas funções no Hypeness, ministra um curso sobre mídia e representatividade e outras coisinhas mais.

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