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Estudante que protestou contra deportação em voo na Suécia pode ser punida; veja vídeo

por: Redação Hypeness

A imigração está se intensificando nos países europeus. Apesar de não ser novidade, o número de famílias se arriscando em viagens perigosas em busca de uma qualidade de vida melhor no velho continente não para de crescer.

Do outro lado estão autoridades e setores da sociedade que se valendo de posições muitas vezes xenófobas, exigem a deportação de pessoas vindas de países subdesenvolvidos.

Líderes mundiais insistem em tapar o sol com a peneira ao não reconhecer as motivações destas empreitadas e da busca por uma nova vida, mesmo que seja na ilegalidade. Iraque e Afeganistão, por exemplo, sofreram por décadas com conflitos armados, em sua maioria financiados por países europeus, entre eles a Inglaterra.

Enquanto um setor faz ‘vista grossa’, existem sim pessoas preocupadas com o bem estar de imigrantes ilegais. Caso de uma jovem sueca que viralizou ao não permitir que um avião com um possível deportado levantasse voo na Suécia.

Mesmo com os elogios, estudante pode ser punida

Usando a transmissão ao vivo via Facebook como ferramenta, Elin Ersson se recusou a permanecer sentada até que o homem, natural do Afeganistão, fosse retirado da aeronave.  

“O que estou dizendo é que não vou me sentar até que esta pessoa deixe o avião. Porque ele provavelmente será morto”, desabafa enquanto tenta ser convencida pelo comissário de bordo a se sentar.

Foram necessários 14 minutos até que a situação se desenrolasse. No período Elin foi ameaçada por um passageiro inglês, que inclusive tentou, sem sucesso, arrancar o celular de suas mãos. “Você está perturbando todo mundo aqui”, disse. É possível ouvir uma voz em português reclamando da atitude de Ersson.

Talvez sensibilizados com a proatividade da jovem sueca, outros passageiros se solidarizaram com a estudante. O impasse foi bem-sucedido e o afegão acabou deixando o avião acompanhado de um oficial da imigração. Elin também foi retirada pelos seguranças.

O vídeo da estudante de 21 anos, matriculada na Universidade de Gotemburgo, foi visto por mais de 2 milhões de pessoas. Apesar da eficácia do protesto, a jovem corre risco de ser punida. Autoridades locais dizem que passageiros que não obedecem aos apontamentos da tripulação  podem ficar até seis meses presos ou pagarem multa.

Quanto ao homem, um afegão de 52, anos, as autoridades informaram que ele permanece sob custódia da polícia e que o processo de deportação vai ser executado.

Segundo a imprensa internacional, desde 2015 mais de 160 mil pessoas, incluindo 35 mil adolescentes, chegaram ao país europeu procurando refúgio. Apenas 28% foram atendidos.

Cidadãos europeus dizem considerar o Afeganistão um país ‘seguro’ ao passo que ativistas sublinham a gravidade da situação. No início do ano um ataque com ambulância-bomba na capital Cabul causou a morte de mais de 100 pessoas, deixando outras 235 feridas. 

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Foto: Reprodução


Redação Hypeness
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