Inspiração

Colocando fim no passado, Casagrande faz relato forte sobre sobriedade na Rússia

por: Redação Hypeness

O encerramento da transmissão da final da Copa do Mundo da Rússia na TV Globo foi protagonizado por uma fala emocionante de Walter Casagrande Jr. O ex-atacante do Corinthians roubou a cena ao dividir com milhões de pessoas os desafios enfrentados para participar da cobertura in loco do Mundial.

Tirando lágrimas dos olhos de Galvão Bueno e Arnaldo Cezar Coelho, Casão celebrou o fato de ter cumprido o objetivo de cobrir a Copa do Mundo sóbrio. “Essa Copa do Mundo foi a mais importante da minha vida. Eu tinha a proposta de ir sóbrio, ficar sóbrio e voltar sóbrio. Eu consegui”, relatou.

Agora, o comentarista, diga-se o primeiro atleta convidado a falar em uma palestra para jogadores de um clube sobre dependência química, contou com mais calma os desafios desta jornada de sucesso. Em texto escrito em primeira pessoa e publicado na revista Época, Casagrande diz ter “virado uma página” e que o seu “passado acabou com o final da Copa do Mundo”.

“Eu não falo mais do passado”

O comentarista de 55 anos apontou dois pontos como os maiores desafios para a manutenção da sobriedade. Primeiro, a distância da família e da psicóloga, que o acompanha há quase 10 anos.

“Passei pela maior prova que um dependente químico poderia passar sozinho, sem ninguém próximo de mim, só com a ajuda da equipe da TV Globo e das minhas psicólogas em São Paulo”, confidenciou.

Outro motivo de grande preocupação foi a liberdade proporcionada por estar longe de casa. Casagrande diz que as coisas foram difíceis na Rússia, principalmente pelo grande número de pessoas consumindo bebida alcoólica nas ruas, mas relata uma experiência decisiva para o ganho de confiança.

Nem Copa do Mundo era, mas para os jornalistas envolvidos na cobertura o Mundial da Rússia já tinha começado. A seleção de Tite estava se preparando na histórica cidade de Liverpool e para Casagrande, um roqueiro nato, a experiência tinha tudo para ser um deleite. E foi.

Porém de outra forma, já que a decisão de não entrar pela primeira vez em um dos espaços mais significativos da história da música mundial se mostrou tão acertada quanto a decisão de um jogador na hora de bater um pênalti.

“Entrei no beco do The Cavern Club, e tinha uma festa. Todo mundo bebendo cerveja, o rock and roll tocando alto. Chegamos na porta, eu tirei uma foto da estátua do John Lennon ali, e aí todo mundo ficou com aquele “vamos entrar”, “vamos entrar”. Eu fiquei parado de frente para aquele letreiro com luzes vermelhas fazendo uma avaliação dos prós e contras de entrar ou não. Foi muito difícil para mim não entrar no The Cavern Club. Era meu sonho. Eu estava ali, na casa do rock and roll, no berço dos Beatles, e não vou entrar? Por que não vou entrar? Não entrei. Fui para o hotel, pô, trêmulo por causa daquela energia. Cheguei no quarto, me troquei e deitei para dormir”, cita.

Como diriam os Racionais Mc’s, a ‘vida é desafio’ e dá pra assegurar que Casagrande, além de cumprir com suas metas, dá um grande exemplo para milhares de pessoas vivendo a mesma situação. Dependência química é doença, não caso de polícia e muito menos motivo de chacota. Parabéns, Casão!

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Foto: Reprodução/Istagram


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