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Demi Lovato nos lembra que precisamos ter conversas maduras sobre drogas

por: Redação Hypeness

Antes dos ofícios de cantar e atuar, Demi Lovato é uma jovem de 25 anos, que como muitas estrelas de Hollywood acabaram engolidas pela fama. A notícia que abalou o mundo de que a norte-americana teria sido vítima de uma overdose de heroína oferece mais uma vez a oportunidade de refletir sobre as consequências a superexposição.

Bulimia, anorexia, transtorno bipolar, automutilação e bullying, estes foram alguns dos problemas psicológicos que Demi precisou lutar durante os últimos anos. Sóbria há pelo menos seis anos, a cantora precisou conviver com a dependência química e o vício em álcool. Ao mesmo tempo em que carrega o fardo de se manter bonita, em forma e claro, ser um exemplo para os jovens.

“Preciso ter certeza que estou com meus medicamentos em dia, vou a encontros de alcoólicos anônimos, faço muito exercício na academia. Essas são as minhas prioridades”, disse em entrevista recente.

Infelizmente a situação de Demi, que se encontra estável em um hospital de Los Angeles, faz lembrar a história vivida por uma das grandes atrizes da história do cinema. Estrela de clássicos como O Mágico de Oz, Judy Garland era conhecida por um sorriso cativante e seu dom de lidar com as crianças. Entretanto esta característica não condizia com a realidade de uma mulher afundada no vício em drogas, álcool e as sucessivas tentativas de suicídio.

Vamos ter uma conversa madura sobre drogas?

Garland sofria sobretudo com o sistema abusivo dos estúdios MGM, do qual foi submetida ainda aos 13 anos e nunca conseguiu escapar. Judy morreu com apenas 49 anos, mas o sistema opressivo seguiu a todo o vapor. Aliás, a atriz foi molestada por colegas de cena

Precisamos falar sobre drogas

Os tempos são outros, mas uma visão conservadora sobre as drogas permanece. Ainda é comum se deparar com opções que insistem em usar a força ou estereotipar pessoas que sucumbem ao vício. Entenda-se drogas também pelo abuso de remédios, que acabou matando por exemplo o cantor Michael Jackson. Impossível se esquecer da forma que o astro era tratado pela imprensa internacional.

Neste sentido, a coragem de figuras públicas como o ex-jogador de futebol Walter Casagrande Jr, que abertamente fala sobre sua luta contra a dependência química e atuação do médico Drauzio Varella, se colocam como baluartes para a alteração deste cenário.

Durante o encerramento da Copa do Mundo da Rússia, Casagrande emocionou a todos com um depoimento sobre a conquista da sobriedade durante o mês em que esteve na Rússia.

“Essa Copa do Mundo foi a mais importante da minha vida. Eu tinha a proposta de ir sóbrio, ficar sóbrio e voltar sóbrio. Eu consegui”, relatou

Desde os 13 anos Judy lutou contra a exposição causada pela fama

Para Drauzio Varella, com biografia diretamente ligada ao exercício da medicina com viés social, mais humanizado, “as recaídas fazem parte do quadro, porque os circuitos de neurônios envolvidos nas compulsões são ativados toda vez que o usuário se vê numa situação capaz de evocar a memória do prazer que a droga lhe traz”, explica no GGN.

Aos poucos o cinema também está se voltando para o tema. Recentemente o Netflix abriu espaço para o debate sobre a heroína, conhecida por viciar rapidamente. Heroína (s) foi indicada ao Oscar 2018 na categoria Melhor Documentário em Curta-metragem, debruça na luta diária de três mulheres no combate ao uso da droga em uma cidade conhecida como a capital norte-americana da overdose.

A produção se destaca por, ao invés de falar sobre os efeitos nocivos da heroína, jogar luz na necessidade de tratar o assunto com empatia, afinal de contas o uso de drogas é resultado de uma série de questões, muitas vezes adquiridas no convívio social.

Assim como Demi, que teve a sorte de escapar com vida, a droga é apenas ponto final de uma batalha provocada por um mundo onde a imagem exterior é mais valiosa. Custe o que custar, o que vale é estar pleno.

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Fotos: Commons Media


Redação Hypeness
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