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Depois de ser agredido pela polícia imigrante sírio arrecada R$ 23 mil em vaquinha

por: Redação Hypeness

Não se sabe ao certo o número exato, mas a cidade de São Paulo possui milhares de edifícios vazios, subutilizados ou sem nenhuma utilidade pública. A Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento fez levantamento que de 1.385 móveis, 708 estão vazios, 457 não são edificados e 220 estão mal utilizados.

Literalmente entre trancos e barrancos, a população da cidade mais rica do país tenta buscar por uma moradia digna ou um espaço para abertura de alguma fonte de geração de renda. A confusão envolvendo o imigrante sírio e a prefeitura de São Paulo retrata bem este cenário.

“[Tem que] prender ele, filho da puta”, é o que grita o agente da Guarda Civil Metropolitana paulistana enquanto aparece em um vídeo enforcando Jadallah. O conteúdo, viral nas redes sociais, foi divulgado pela Mídia Ninja e de acordo com relatos trata-se de uma atitude de reintegração de posse equivocada da prefeitura.

Jadallah diz ter sido vítima de estelionatário

A história é seguinte, Jadallah Al Ssabah comprou um espaço localizado no bairro central da Liberdade. O local estava sendo reformado para funcionar como uma cantina de comida árabe. Em entrevista à agência de videorreportagem, o imigrante sírio afirmou que investiu cerca de R$ 39 mil no negócio, segundo ele alugado por um estelionatário.

O problema é que a posse do terreno é da prefeitura. O prefeito regional da Sé, Eduardo Odloak, explicou que o terreno abandonado foi um banheiro público, mas que estava inativo há algum tempo. O gestor afirmou que Jadallah havia sido notificado há 15 dias para sair com todas as suas coisas.

“Recebemos a denúncia de que um banheiro na Rua Galvão Bueno tinha sido invadido e estava em obras. Foi explicado que não havia possibilidade de fazer a ocupação ali. Ele não quis deixar, agrediu funcionários da prefeitura, que teve que exercer sua função pública para retirá-lo”, disse o representante da municipalidade.  

De acordo com Marian Tambelli, que acompanhou toda a situação, Jadallhah foi removido de forma arbitrária pela prefeitura. A mulher publicou um vídeo no Facebook sobre caso e diz que a prefeitura só apareceu no dia de abertura da cantina. “O local estava abandonado há mais de 3 anos, tanto é que foi alvo de um crime de estelionato”.

“Jadallah é um refugiado sírio que passou 4 anos juntando todas suas economias de pequenos bicos que conseguiu no Brasil para montar um negócio próprio. Em maio desse ano conseguiu alugar um pequeno lugar para vender shawarma, esfihas etc, passou 45 dias reformando o local, que estava totalmente destruído, comprou equipamentos de cozinha, geladeiras etc e NO DIA QUE ABRIU seu restaurante a prefeitura apareceu dizendo que o local é dela e removeu arbitrariamente todos os pertencentes [sic]! O local estava abandonado há mais de 3 anos, tanto é que foi alvo de um crime de estelionato, e a prefeitura, além de se beneficiar ilicitamente do crime sofrido pelo refugiado, ainda confiscou todos os seus equipamentos!”, deu sua versão no Facebook.

O vídeo da situação, que alcançou mais de 1 milhão de visualizações, sensibilizou muita gente e Jadallah recebeu em pouco mais de um dia R$ 23 mil para a construção de seu restaurante. Ou seja, ele tem garantido 157% da meta original de R$ 15 mil.

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Foto: Reprodução


Redação Hypeness
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