Debate

Mark Zuckerberg é alvo de críticas após dizer que não deletaria postagens negando Holocausto

por: Redação Hypeness

Nos últimos tempos o que não faltaram foram escândalos e depoimentos de integrantes do Facebook em comissões especiais. A crise, Cambridge Analytica, teve início com as denúncias sobre uma estrutura milionária de apropriação indevida de dados para a comercialização e alteração inclusive do cenário de pleitos eleitorais.

O fundador do Facebook Mark Zuckerberg foi convocado a depor no Congresso dos EUA e durante cinco horas prestou contas sobre as atividades da empresa, principalmente acerca do uso de dados e o respeito à privacidade dos usuários.

Mesmo com o fornecimento de um vasto material e o compromisso sobre uma mudança total na política de gestão da rede social, Mark conseguiu manter longe dos holofotes suas visões pessoais sobre os assuntos abordados.

Porém, durante conversa com Kara Swisher, do Recode, o CEO do Facebook deixou escapar um pouco de suas opiniões. Talvez da pior maneira possível, já que Zuckerberg, se afirmando judeu, disse que não deletaria postagens que negassem a existência do Holocausto.

“Não imagino que elas estejam errando de maneira intencional”

Para um dos homens mais poderosos do século 21 é difícil saber se o usuário teve ou não a intenção de ofender. Mark ressalta que muitos não estão cientes de estarem cometendo um erro intencional.

“Eu sou judeu e há uma série de pessoas que negam que o Holocausto aconteceu. Acho isso profundamente ofensivo, mas, no fim das contas, não acredito que a nossa plataforma deveria remover [esse tipo de conteúdo], pois penso que há coisas que pessoas erram de maneiras diferentes. Não imagino que elas estejam errando de maneira intencional”, declarou.

Favorável ao banimento de conteúdo de fake news (notícias falsas) o executivo afirma ser contrário a controlar o que as pessoas escrevem na plataforma. “A abordagem que temos com as notícias falsas não é sobre dizer que você não pode falar algo errado na internet. Acho que isso seria extremo demais”, defendeu.

Como já era esperado, as declarações de Mark Zuckerberg repercutiram negativamente, fazendo com que o CEO divulgasse um e-mail meio que se retratando das declarações anteriores.

Em entrevista ao tabloide inglês The Guardian, um dos membros de um campanha contra o anti-semitismo, a Campaing Against Antisemitism, Stephen Silverman, classificou a fala como extremamente irresponsável, pois “não existe isso de uma negação do Holocausto benigna”.

Confira o e-mail de Mark Zuckerberg:

“Pessoalmente, vejo a negação do Holocausto como algo profundamente ofensivo e de maneira alguma quis defender a intenção de pessoas que fazem isso. O nosso objetivo em relação às fake news não é evitar que qualquer pessoa diga alguma inverdade, mas impedir que as notícias falsas e a desinformação se espalhem pelos nossos serviços.”

Gerador de cerca de 6 milhões de mortes, o Holocausto é um fato irrefutável. Para Jonathan Greenblatt, chefe de uma chamada liga de anti-difamação dos EUA, “a negação do Holocausto incentiva o crescimento do ódio e do tratamento discriminatório contra judeus”.

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Foto: Divulgação


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