Debate

Novas pesquisas indicam (mais uma vez) que Santo Sudário não é verdadeiro

por: Redação Hypeness

De quando em quando cientistas realizam baterias de testes para descobri a procedência do Santo Sudário, um tecido de linho com 4,5 metros de comprimento e 1,1 metros de largura, que teria, segundo a igreja, coberto o corpo de Cristo após a crucificação. A grande “pista” seria a marca impressa no tecido, que mostra uma figura similar a imagem que se construiu de Jesus, com inclusive ferimentos equivalente ao que o Cristo teria vivido em seu calvário. Historicamente, no entanto, os testes e procedimentos científicos jamais comprovaram a origem, a idade ou mesmo a equivalência dos ferimentos marcados, estabelecendo assim uma das mais longevas polêmicas da modernidade. Recentemente mais uma bateria de testes foi realizada – e novamente os resultados sugerem que o pano não é sagrado, e que as marcas no tecido não correspondem a ferimentos humanos.

O rosto no sudário, e em negativo, revelando a suposta “face” de Cristo

Os testes foram realizados por uma parceria entre pesquisadores da Universidade de Pavia, na Itália, e da Liverpool John Moores University, no Reino Unido, e o resultado comprova mais uma vez que o sudário seria uma falsificação criada durante a Idade Média. A conclusão dos pesquisadores é de que uma pessoa que tivesse sofrido os ataques que Jesus supostamente sofreu durante o calvário até a crucificação traria marcar de sangue bastante distintas daquelas sugeridas pelo tecido. A análise forense inclusive sugere que o modelo utilizado para a criação do sudário estava de pé, reforçando a conclusão de falsificação, e que mais da metade de suas manchas de sangue são falsas.

Fotos dos testes realizados pela equipe

Para se encontrar tal conclusão foram utilizados sangue humano, sangues sintéticos, manequins e pessoas para a realização de uma extensa pesquisa sobre a impressão que o sangue provocaria em um tecido. Outros exames prévios já apontaram que a peça de linho fora produzida entre os anos de 1260 e 1390, realmente muitos anos depois de quando Jesus teria morrido e tido seu corpo coberto. A igreja não se pronunciou sobre o resultado.

O sudário exposto em Turim

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© fotos: divulgação


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