Inovação

Primeira escola de cinema para povos indígenas do Nordeste é inaugurada no Ceará

por: Redação Hypeness

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Uma câmera na mão e um cocar na cabeça. Essa é basicamente a ideia que move a recém-criada Escola de Cinema Indígena Jenipapo-Kanindé, que tem como objetivo capacitar os moradores da tribo, que fica no Ceará, para contar suas próprias histórias, retomando o protagonismo do povo indígena.

A iniciativa nasceu na Associação de Mulheres Indígenas Jenipapo-Kanindé, especialmente graças a Juliana Alves, Cacique Irê do povo. Em depoimento ao G1 Ceará, ela ressaltou a importância de aprender a registrar a própria história, deixando de depender do olhar do homem branco para retrata-los.

Além disso, é uma maneira de dar visibilidade aos indígenas: “A gente foi buscar esse conhecimento também por causa da dificuldade de contato com a mídia. É como se nossa população fosse invisível. Vimos que seria importante nós mesmos fazermos nossos vídeos e fazer divulgação nas redes sociais. Bastava que a gente começasse a estudar e aprender”, disse.

Com três anos de formação, aulas gratuitas e a cada 15 dias, nos fins de semana, o curso é dividido em módulos, e as inscrições se destinam a qualquer membro do grupo Jenipapo-Kanindé com mais de 12 anos de idade. Ao longo desse período, os alunos materiais como curta-metragens, vídeo-cartas, e, para concluir a formação, um documentário sobre o povo jenipapo-kanindé.

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Fotos: Reprodução/Escola de Cinema Indígena Jenipapo-Kanindé


Redação Hypeness
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