Debate

Vídeo de jovem sendo agredida nas ruas de Paris reforça debate sobre assédio

por: Redação Hypeness

O jornal francês Le Parisien acaba de divulgar um vídeo e uma sequência de fotografias de uma jovem sendo agredida nas ruas de Paris. A estudante de arquitetura Marie Laguerre, de apenas 22 anos, foi alvo da fúria de um homem na casa dos 30 anos depois de responder o assédio.

O conteúdo, visto por mais de 900 milhares de pessoas nas redes sociais, gerou comoção nacional, além de ter intensificado o debate sobre a contribuição do machismo para sensação de insegurança das mulheres. Tem mais, a agressão acontece no momento em que o governo francês se prepara para multar atos de assédio nas ruas. O França estabeleceu multa de até R$ 3 mil reais para quem tecer “comentários e comportamentos que afetam a dignidade da pessoa”.

O caso envolvendo Marie aconteceu em uma terça-feira, perto das 18h30. A estudante de arquitetura voltava para casa quando, ao passar na porta de um bar, foi atacada com insultos e gestos obscenos pelo homem que estava sentado no terraço.

A França vai punir casos de assédio nas ruas com multa

A reação verbal mandando o rapaz se calar fui suficiente para despertar sua ira. Além de arremessar um cinzeiro contra Marie, o agressor, procurado pela polícia francesa, desferiu socos contra a moça. O conteúdo foi gravado pelas câmeras de segurança do bar e depois publicado nas redes sociais pela própria estudante de arquitetura.

“Não foi a primeira vez [que algo do tipo aconteceu] naquele dia, nem naquela semana, nem naquele mês. Eu fiquei com raiva e gritei ‘cala a boca’. Achei que ele não ia ouvir, mas ele ouviu”, declarou para uma rede de TV francesa.

Em entrevista ao Le Parisien a ministra da Igualdade manifestou revolta com o ataque,  Marlène Schiappa revelou que muitas mulheres reclamaram de terem sido tocadas durante as celebrações da conquista da Copa do Mundo pela França.

A manifestação explícita de machismo está longe de ser um caso apenas da França. No Brasil a campanha Chega de Fiu-Fiu, lançada em 2013 pela ONG Think Olga, contribui para evidenciar este tema, ainda ignorado por grande parte da sociedade.

Em tempo, a ação resultou no lançamento de um documentário homônimo, que narra histórias de mulheres com características e de cidades diferentes, mas que em comum dividem o fato de conviverem diariamente com o assédio. Com direção de Amanda Kamanchek Lemos e Fernanda Frazão e depoimentos de Djamila Ribeiro, o doc expõe o direito do corpo feminino ao espaço público.

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