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25ª Bienal do Livro ultrapassa as páginas e a imaginação com palestras, shows e até scape room

por: Gabriela Rassy

Para quem acha que a Bienal Internacional do Livro é um momento só para professores e alunos muito se engana. Para percorrer o pavilhão do Anhembi forrado de atrações é preciso tirar o dia. Impossível não querer se perder e achar entre tantas possibilidades dentro de um mesmo evento. A 24ª edição mostra que sabe se conectar tanto com os tradicionais cordeis nordestinos quanto com os mais modernos jogos eletrônicos.

Para curtir o evento ao máximo, o melhor é planejar a ida. Abri o site e li cada parte da programação para achar o que tinha mais a ver comigo. Achei tanta coisa legal que um dia só não seria suficiente. Seja pela programação cultural que tinha alguns dos grandes nomes da literatura ou pelas atividades paralelas, a Bienal é um mundo a ser explorado.

Plano feito, tênis confortável no pé, partiu Anhembi. Antes de me jogar no mar de livros incríveis, lançamentos e promoções bem lindas (sim, amo), decidi ouvir um pouco. Comecei por uma das áreas que mais me animou – e, aliás, sempre me motivou a comprar muitos livros: a gastronomia. O espaço Cozinhando com as Palavras tem programação bem linda com chef e autores falando sobre gastronomia, literatura e mil histórias. Teve muita culinária paraense com e sem tradição com o Thiago Castanho, que é dono do famosérrimo Remanso do Bosque e autor do livro “Cozinha de Origem”. A chef Helena Rizo, do Maní, e o Rodrigo Oliveira, do Mocotó, também participam do evento.

O paraense Thiago Castanho é um dos mais aclamados chefs da nova cozinha brasileira e autor de “Cozinha de Origem” e “Cozinheiros em Ação”

Das minhas partes favoritas, o Espaço Cordel e Repente faz a gente se sentir em pleno sertão. Apresentações de cordelistas, lançamentos de livros e até uma oficina para aprender a montar um texto com as métricas do cordel rolam por ali. É o lugar para ver também teatro de bonecos, comprar livretos e curtir pocket shows. Morais Moreira deu as caras, mas a programação continua linda até o final – eu não perderia Xangai nem Chambinho Do Acordeon.

Um gostinho da tradição nordestina na Bienal

Um gostinho da tradição nordestina na Bienal

Outro espaço que vale a visita é o Saber Microsoft. Perfeito para quem curte tecnologia, um dos pontos alto é o scape room com o tema “A professora sumiu! – Resolva o mistério com a Inteligência Artificial”. Os visitantes são convidados a solucionar o mistério do sumiço da professora ADA, uma especialista em IA. A experiência dura 10 minutos e pode receber até 10 participantes por vez. Ah, e quem estiver na fila passa em frente a um telão que identifica sua idade, gênero e emoção (sério!).

Ok, talvez o menininho do meu lado não tenha 17 anos rs

Para quem ama jogos de lógica, esse é o lugar!

O Espaço ainda montou uma sala de aula do futuro, com novas e tecnológicas profissões

É conhecimento que transborda. Pelo salão das ideias passaram alguns dos grandes autores desta edição e ainda tem muito mais por vir. Djamila Ribeiro e Bianca Santana abriram os trabalhos do primeiro dia com a mesa sobre a solidão da mulher negra e a importância do feminismo negro. Quem passar pelo estande da Companhia das Letras vai encontrar bons títulos sobre o tema, começando pelo “Quem tem medo do feminismo negro”, da própria Djamila, e passando pelo lindo “Extraordinárias – Mulheres que revolucionaram o Brasil”, escrito por Duda Porto de Souza e Aryane Cararo. Já que estamos no assunto, vale ler o “Quando me descobri negra”, da Bianca Santana, que também está pelos corredores da Bienal.

Uma mesa dessas, bicho!

Garantindo os meus exemplares

Garantindo os meus exemplares

Consegui ainda pegar um tantinho da mesa “O feminismo e a literatura”, com três autoras da Companhia das Letras: Aryane Cararo e Duda Porto, Martha Batalha e Carola Saavedra. A reflexão sobre quantas autoras mulheres lemos e onde podemos encontrar títulos sobre temas que nos fortalecem estava em pauta. E você, quantas mulheres já leu?

Na Arena Cultural Bic, mais conversas e apresentações de gente muito bacana. Ainda deve rolar um bate-papo com a atriz Fernanda Montenegro e com a autora do best seller “A Rainha Vermelha”, Victoria Aveyard. No mesmo dia, chegue mais cedo para pegar a mesa “Vamos Pensar + um pouco”, onde Mário Sérgio Cortella e Maurício de Souza falam sobre o novo livro que fizeram em parceria.

"A Rainha Vermelha" ou "Red Queen" é um livro de fantasia para jovens escrito pela autora americana Victoria Aveyard

“A Rainha Vermelha” ou “Red Queen” é um livro de fantasia para jovens escrito pela autora americana Victoria Aveyard

Tudo muito bom, mas vale a pena ir para comprar livros? Sim, muito! As editoras menores têm espaços gigantes com várias publicações por R$ 5 e R$ 10. Já as grandes ficam com descontos de 20% a 40%. O primeiro e o terceiro livro da série Herry Potter, só que a versão ilustrada, tão na Saraiva por R$ 40 – coisa boa! Enfim, só para dizer que vá com o coração preparado para levar muita coisa legal com descontinho amigo.

Edição Ilustrada de "Harry Potter e a Pedra Filosofal" está dando sopa por ali

Edição Ilustrada de “Harry Potter e a Pedra Filosofal” está dando sopa por ali

A 25ª Bienal Internacional do Livro vai até domingo, dia 12 de agosto, sempre das 10h às 22h, no Pavilhão do Anhembi – entrada até às 21h todos os dias e até 19h no domingo. Ama literatura ou quer só dar uma zapeada? De qualquer forma, é um evento que vale a visita. Não deixe de se programar para aproveitar ao máximo a programação cultural – está tudo neste link. Vá, viaje no mundo das ideias e traga tudo para a realidade.

Tem ainda um espaço para entender as correntes marítimas e como nadam os tubarões - além de fazer um tubarão que se mexe e levar para casa

Tem ainda um espaço para entender as correntes marítimas e como nadam os tubarões – além de fazer um tubarão que se mexe e levar para casa

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Fotos: Gabriela Rassy


Gabriela Rassy
Jornalista enraizada na cultura, caçadora de arte e badalação nas capitais ensolaradas desse Brasil, entusiasta da cena musical noturna e fervida por natureza.

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