Debate

Casal compartilha vida sexual em vídeos pra mostrar que realidade não tem nada a ver com pornografia

por: Redação Hypeness

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A indústria da pornografia responde por grande parte da tráfego na internet. Para se ter ideia, enquanto uma pessoa passa em média 3 ou 4 minutos em um site de notícias, quando o assunto são conteúdos para maiores de 18 anos, o tempo gasto é de 15 a 20 minutos.

Por outro lado, as pessoas reclamam do excesso de encenação dos vídeos pornográficos. Aliás, isso já foi tema inclusive de sátiras de grupos como o Porta dos Fundos. Diante deste cenário, um casal do México está contribuindo para o que chamam de ‘revolução sexual’.

Fernanda Vasconcelos e o namorado Walter Gutierrez começaram a filmar e depois postar na rede vídeos de sua intimidade. A vida sexual do casal é disponibilizada no site Make Love Not Porn (Faça amor, não pornô), plataforma criada para difundir vídeos do chamado ‘sexo de verdade’.

A iniciativa está ajudando na superação de traumas

“A ideia é mostrar pessoas de verdade fazendo sexo de verdade. Queremos acabar com os equívocos criados pelo mundo do pornô. É como uma utopia do sexo. As pessoas não têm paredes na frente delas. Aqui é gente de verdade”, disse Fernanda.  

O casal está junto há cerca de 11 anos e na internet são conhecidos como Efi e Walter. O interessante é que eles fazem questão de tornar a atitude pública, então amigos, chefes e inclusive os pais, sabem da prática.

Além de propor uma nova ordem para o consumo de conteúdo sexual na internet, a atitude de tornar pública a vida sexual está causando efeitos positivos na relação entre os dois.

Fernanda, por exemplo, diz encontrar mais facilidade agora em superar um caso de assédio sofrido durante consulta com o ginecologista. Aliás, o crime ocorreu um dia antes de conhecer Walter, seu atual companheiro.

O casal integra o movimento ‘Make Love Not Porn’

“Você não espera ir ao médico e acabar abusada sexualmente. Não é algo que passe na sua cabeça. Eu sentia tanta vergonha, que não enxergava mais valor em meu corpo. Chorava muito quando fazia sexo”, revela.

Faça sexo, não pornô

O movimento Make Sex, Not Porn foi criado por Cindy Gallop, que durante 30 anos se dedicou a pensar uma plataforma que pudesse contribuir para a mudança de pensamento das pessoas.

O site entrou no ar em 2009, a partir da percepção de Cindy de que todos os homens na faixa dos 20 anos que namorou tinham ‘vícios’ oriundos dos vídeos pornô.

“Pra mim o acesso livre ao conteúdo pornô esbarra na relutância da sociedade de falar sobre sexo. Isso faz com que os vídeos adultos se tornem uma ferramenta educativa”, declarou ao Daily Mail.

No Brasil, o pornô feminista vem ganhando espaço no mercado de filmes adultos.  Com a ideia de acabar com estereótipos, os filmes colocam a mulher no centro das produções, sem definir padrões de beleza ou coisa que o valha.

O viés feminista é inspirado em um movimento que teve início nos Estados Unidos ainda na década de 1980. A expectativa é que ao menos 36 produções sejam lançadas em 2018.

 

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Fotos: Reprodução


Redação Hypeness
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