Debate

Defensora da descriminalização do aborto, antropóloga vai discursar com escolta policial no STF

por: Redação Hypeness

Há algumas semanas o Hypeness noticiou o afastamento espontâneo da antropóloga Debora DIniz de suas funções na ONG Anis (Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gênero). Considerada uma das principais defensoras e estudiosas da legalização do aborto, a acadêmica relatou ter recebido ameaças de morte de grupos de extrema-direita.

Com poucas notícias sobre o paradeiro de Debora, pairava no ar um sentimento de dúvida sobre sua presença no Supremo Tribunal Federal. Contudo surge agora a informação de que ela vai discursar no plenário do STF, mas com escolta policial.

A antropóloga e outras 40 pessoas foram convocadas pela ministra do STF, Rosa Weber, para participarem de duas importantes audiências públicas sobre a possível descriminalização do aborto. As sessões estão marcadas para sexta-feira (3) e segunda (6).

Debora dedica anos de pesquisa sobre o aborto

A ADPF 422 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), é uma proposta de autoria do PSOL para fomentar o debate, sobretudo dos artigos 124 e 126 do Código Penal, que prevê prisão de 1 a 3 anos de mulheres que pratiquem o aborto.

Debora Diniz ganhou destaque pela coordenação da Pesquisa Nacional de Aborto, em 2010, quando apontou que 22% de mulheres entre 35 e 39 já tinham realizado o aborto. Por volta de 15% das mulheres admitiram terem praticado um aborto induzido.

Quem também vai falar no Supremo Tribunal Federal é a advogada e professora de direito da USP Janaina Paschoal. Mesmo sem representar nenhuma entidade, a provável vice na chapa de Jair Bolsonaro, teve o pedido atendido por Rosa Weber.

Janaina, uma das autoras do pedido de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, acredita que o pedido do PSOL propõe a legalização do aborto e que não vê o STF como o lugar correto para a alteração da legislação.  

Ameaças de morte pelo celular

Ciente de que estava colocando a mão em um vespeiro, Debora recebeu ameaças contra sua vida por diversas vezes. Os textos chegavam principalmente pelo Whatsapp e exigiam que ela desistisse de discursar no STF.

Depois de procurar a Delegacia das Mulheres (Deam) em Brasília, ela resolveu se isolar para evitar correr riscos mais sérios.  A delegada-chefe Sandra Gomes Melo declarou por meio de sua assessoria que “as investigações se encontram em fase avançadas”.

 

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Foto: Divulgação


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